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Para Gostar De... Doctor Who

Posted by San Diegirls on November 3, 2010 at 10:35 AM Comments comments (3)

 

Continuando a nossa coluna, hoje vou falar de um seriado que consegue ser clássico e atual ao mesmo tempo: Doctor Who. E alimentar mais um pouco a minha obsessão (Ana Carla)

 



O que é?


Seriado da BBC Britânica que foi ao ar pela primeira vez em 1963 (daí o 'clássico'). Já é parte da cultura britânica e a maioria da população cresceu assistindo a série, que, basicamente, envolve viagens temporais. Em 1989, entrou em um hiato de 15 anos, sendo resgatada em 2005 pela emissora (isso é o que chamam de 'série atual'; a clássica é a de 1963 – 1989), e desde então vem fazendo cada vez mais sucesso.

 

 


Sobre o Doctor:

 

Em tempo: o nome do personagem principal é Doctor; pra ninguém ficar pensando que o nome dele é realmente Who. Ele é um Time Lord (Senhor do Tempo), a espécie nativa de Gallifrey, ou seja, um alien. “Mas ele parece humano”, você diria. Ele diria que nós parecemos Time Lord. Ele consegue ser jovem e velho ao mesmo tempo, pois apesar da sua aparência e maneira de agir, tem mais de 900 anos e sabedoria correspondente à idade.

 

Daí você pode perguntar, “mas se a série existe desde a década de 60, como pode ser o mesmo personagem principal? O ator não quer sair, envelheceu, ou quem sabe morreu?” E essa é provavelmente a maior sacada da BBC em Doctor Who: quando um Time Lord está prestes a morrer, ele regenera. É uma forma que eles têm de driblar a morte por um tempo indefinido, e uma maneira de manter a série mesmo que o ator principal queira sair. O Doctor se machuca, PUF, regenera, e passa a ser outro ator. Matt Smith é o décimo primeiro ator a fazer o papel, e William Hartnell foi o primeiro.

 

Na série atual (a única que assisti realmente até agora, vi pouco da clássica), ele é o último dos Time Lords e viaja pelo espaço-tempo na sua TARDIS – Time and Relative Dimension In Space (Tempo e dimensão relativa no espaço).


 

Por que assistir?

 

No começo pode parecer muita viagem, ou sem graça. Um cara estranho viajando sozinho pelo espaço? Bom, ele não fica sozinho o tempo inteiro. Geralmente, ele é acompanhado por uma humana, que evita que o Doctor se esqueça do seu lado humano e é a personagem que representa os telespectadores na série.

 

Além disso, VIAGENS NO TEMPO. Pronto. O sonho maior de metade das pessoas por aí. A série é inteligente, brinca constantemente com os paradoxos temporais, e tem muito do humor característico dos ingleses. Os roteiros são muito bem escritos, o que compensa os efeitos especiais que não são tão bons.

 

E os monstros do seriado também merecem destaque, em especial os Daleks (esses robôzinhos da imagem aí em cima, que geralmente falam EXTERMINATE com sua voz metálica), os Cybermen, Vashta Nerada e os Weeping Angels (Anjos Chorões ou algo assim). Sempre que aparecem, você sabe que será um bom episódio.

 

Abaixo, um vídeo do primeiro episódio, de 1963:


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E, para comparar, uma promo da quinta temporada da série atual:


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Em resumo, é uma série viciante. Eu poderia escrever bem mais sobre ela, mas talvez começasse a soltar spoilers! Para saber mais, você pode acessar o Universo Who (em português) ou o Blogtor Who (em inglês).

 

 

E se algum fã estiver lendo isso e quiser falar sobre DW (ou se você não é fã, mas quer assistir a série), fique à vontade e deixe um comentário ou mande um e-mail!



 


Para gostar de... Explosions in the Sky

Posted by San Diegirls on October 11, 2010 at 11:26 AM Comments comments (0)

Olá!

Estamos aqui estreando nossa nova coluna, “Para gostar de...”. O título já é bem sugestivo. Vamos escrever sobre qualquer coisa, anything at all, que gostemos muito e que queremos compartilhar com vocês.


Para começar, eu, Isadora, vou falar de uma de minhas bandas favoritas.


Explosions in the Sky, para quem não conhece, é uma banda norte-americana de shoegaze/post-rock. O que é shoegaze, você deve estar se perguntando. Eu lhe digo : ) É aquele estilo introspectivo, em que os artistas tocam para si mesmos, não se preocupando com o público (shoegazer significa aquele que fica encarando o sapato... entendeu, né?). Ok, dito isso, vamos aos motivos pelos quais você deveria ouvir EITS.


1. As músicas são altamente inspiradoras.

Se você gosta de se sentir criativo, leve, diferente... Se você gosta daquele sentimento “indie”, libertador, que te faz sentir dentro de um filme de Jean-Pierre Jeunet e ao mesmo tempo dentro de uma obra de Salvador Dalí, então tudo o que você tem que fazer é deitar no jardim e ficar encarando o céu, enquanto EITS toca no volume máximo em seus fones de ouvido.


2. Já quis fazer uso de alucinógenos?

Vamos lá, assuma. Todo mundo já quis usar drogas uma vez na vida. Só para saber como é tal “viagem” pela qual os viciados roubam, matam e morrem. Só para saber como é estar em um mundo paralelo, de verdade. Para mim, livros funcionam perfeitamente como alucinógenos, e eles são lícitos, logo, eu nunca usei drogas. Porém, quando os livros não dão a onda que eu quero (dorgas manolo riairiairia), eu sempre apelo para EITS. Não sei explicar como, mas ouvir EITS é como usar drogas. Eu tenho 90% de certeza que é.


3. Provavelmente será a coisa mais diferente que você vai ouvir (depois de Beirut).

Lembra quando você descobriu Beirut? Você achou que tinha entrado para um filme do Terry Gilliam e tinha certeza que Zach Condon era sua alma-gêmea. Quando você viu o clipe de “Elephant Gun”, você ficou achando que aquilo era a coisa mais lúdica que você veria e ouviria. Pois é. EITS pode não ter clipe, mas o som por si só já basta. Na minha lista, depois de Beirut, é a coisa mais diferente que eu já ouvi.


 

EITS é uma banda primariamente instrumental. Não há vozes (com algumas exceções). As músicas costumam ser longas, com mais de 7min. Eles chamam suas músicas de “mini-sinfonias catárticas”. A banda, que está na ativa desde 1999, é composta por Mark Smith, Chris Hrasky, Munaf Rayani e Michael James. A banda também ficou conhecida por fazer a trilha sonora do seriado (e do filme) Friday Night Lights. Além disso, as capas dos álbuns são uma arte à parte.



 

Bom, caso eu tenha conseguido te convencer a ouvir EITS, você pode começar ouvindo minhas músicas preferidas:

- So long, lonesome (3:40), do álbum All of a sudden I miss everyone

- Your hand in mine (8:18), do álbum The Earth is not a cold dead place

- Yasmin the light (7:04), do álbum Those who tell the truth shall die, those who tell the truth shall live forever

 

E eis aqui um vídeo de um show ao vivo, onde eles tocam "your hand in mine":

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 Mais informações:

 

Álbuns

How Strange, Innocence (2000)

Those Who Tell the Truth Shall Die, Those Who Tell the Truth Shall Live Forever (2001)

The Earth Is Not a Cold Dead Place (2003)

The Rescue (2005)

All of a Sudden I Miss Everyone (2007) #76 US, #58 UK


Trilhas Sonoras

Friday Night Lights (2004)

Love Happens (2009)

 

por Isadora C.


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