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Paranormalcy

Posted by San Diegirls on October 22, 2010 at 11:45 AM Comments comments (0)

 

Título: Paranormalcy

Autor(a): Kiersten White

Editora: HarperTeen

Número de páginas: 352

 

 Evie se considera uma garota normal. Certo, ela pode ver através dos disfarces de todos os seres sobrenaturais (ou paranormais), e desde os seus 8 anos de idade trabalha para a IPCA, agência internacional que controla os paranormais. Mas exceto isso (e seu ex-namorado ser uma fada), ela é completamente normal. Mas quando ela descobre que existe alguém matando paranormais aparentemente sem motivos, e uma profecia das fadas pode ter sido feita sobre ela, Evie tem que deixar o “normal” de lado e fazer o que for possível para entender o que está acontecendo e, talvez, salvar os paranormais.

 


 

Paranormalcy é um daqueles livros que você acaba de ler sem nem perceber. É uma história leve, com uma narrativa divertida e sem grandes pretensões. Kiersten escreve livros como escreve em seu blog, de uma maneira despreocupada e com vários momentos engraçados no meio.

 

Evie pode parecer até surreal; ela é uma adolescente estereotípica à primeira vista, daquelas que se preocupam mais com sua aparência do que o mundo ao seu redor. Mas sendo a única adolescente num instituto, e tendo como única referência de “vida real” um seriado adolescente, não é surpreendente. Quando necessário, ela é forte e pensa rápido; afinal, desde cedo vem capturando paranormais para a IPCA.

 

O livro tem vários personagens interessantes, mas nem todos recebem destaque. Raquel, por exemplo, age como se fosse mãe de Evie, mas está constantemente ocupada demais para lhe dar a atenção que Evie deseja. Lish, sua melhor amiga, é uma sereia que não pode simplesmente sair do instituto e fazer coisas “normais”. Reth, o ex-namorado de Evie, age como se quisesse o melhor para ela, mas não a deixa em paz, e é provavelmente o personagem mais complexo.


Aliás, a Kiersten tem algumas idéias legais sobre os seres paranormais, sem aquela divisão de "bem" e "mal" bem definida que vários livros têm. Ela poderia ter detalhado mais algumas coisas (como a história de alguns paranormais que aparecem), mas isso provavelmente tiraria um pouco do foco do livro. Sem falar que em alguns casos isso aumenta a curiosidade para o segundo livro, Supernaturally.

 

Com seu jeito leve, Paranormalcy tem sido considerado inovador lá fora. Mesmo que não seja tão diferente como isso nos faz esperar, ainda vale a leitura. O senso de humor da Kiersten não decepciona, e mesmo que Evie seja um pouco fútil, ela ainda é adorável.


O livro será lançado aqui no Brasil pela Galera Record em 2011!

 


Resenha por Ana Carla

 

 

 

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Trecho de Paranormalcy

Posted by San Diegirls on August 31, 2010 at 1:36 PM Comments comments (0)

Paranormalcy é o livro de estreia de Kiersten White, e apesar de não ser conhecida ainda, esse é um dos livros mais esperados de 2010. Tanto que, antes mesmo do lançamento, a Galera Record já adquiriu os direitos de publicação pra cá.


É o primeiro de uma trilogia, e levando em conta o estilo de escrita da Kiersten (ela tem um blog onde escreve todo dia), Paranormalcy promete ser diferente e, principalmente, engraçado. O lançamento dele lá fora é hoje! Para comemorar isso, resolvemos postar um trecho do primeiro capítulo que foi liberado pela Harper Teen (a editora americana):




Ah, dane-se


“Espere – você – você acabou de bocejar!” Os braços do vampiro, erguidos acima da cabeça na clássica pose de Drácula, caíram. Ele puxou os caninos brancos exagerados para trás dos lábios. “Quê, morte iminente não é emocionante o bastante para você?”


“Ah, pare de reclamar. Mas, sério, o topete? A palidez? A capa preta? Onde você comprou essa coisa, uma loja de fantasias?”


Ele se ergueu completamente e me encarou friamente. “Eu vou sugar a vida do seu lindo pescoço branco.”


Eu suspirei. Odeio as missões de vampiros. Eles pensam que são tão agradáveis. Não é o bastante para eles matar e se alimentar de você como um zumbi faria. Não, eles querem que isso seja sexy também. E, acredite em mim: vampiros? Nada. Sexy. Quer dizer, claro, seus encantos podem ser lindos, mas os cadáveres secos como ossos cintilando por baixo? Nada de atraente ali. Não que mais alguém consiga ver isso, porém.


Ele sibilou. Quando ele se aproximou do meu pescoço, eu o eletrocutei. Eu estava lá para capturar e classificar, não para matar. Além disso, se eu fosse carregar armas diferentes para cada ser paranormal que eu capturasse, estaria arrastando uma mala cheia por aí. Tasers* são uma opção tamanho único para chutar bundas sobrenaturais. O meu é rosa com brilhantes. Tasey e eu nos divertimos muito juntas.

*Arma não letal de choques elétricos


O vampiro estremeceu no chão, inconsciente. Ele parecia meio patético agora; eu quase me sentia mal por ele. Imagine seu avô. Agora imagine seu avô, menos vinte e cinco quilos e mais duzentos anos de idade. Foi isso que eu acabei de eletrocutar.


Com o trabalho de Tasey feito, eu a recoloquei em seu coldre e peguei a tornozeleira específica para vampiros. Tornozeleira sendo uma descrição simplificada de um aparelho bastante complicado e volumoso.


Coloquei meu dedo indicador no meio da superfície preta lisa. Depois de alguns segundos, liberou um brilho verde. Segurando o tornozelo do vampiro, puxei a perna de suas calças para revelar a pele. Eu odiava olhar para esses caras e ver a pele branca e lisa ao mesmo tempo que via seus cadáveres enrugados.


Fechei o rastreador, e ele ajustou-se à circunferência do tornozelo. Dois assobios leves soaram quando os sensores foram ativados e entraram em sua pele. Seus olhos abriram-se de repente.


“Ai!” Ele agarrou o tornozelo, e eu me afastei alguns passos. “O que é isso?”


“Você está preso segundo o estatuto três ponto sete do Acordo de Contenção Paranormal Internacional, Protocolo de Vampiros. Você é obrigado a se reportar para a instalação de processamento mais próxima, em Bucareste. Se você não se reportar nas próximas doze horas, você será--”


Ele avançou para me atacar. Dando um passo para o lado, eu o deixei tropeçar em uma lápide baixa. “Vou te matar!” ele sibilou, tentando se levantar.


"É, você realmente não quer fazer isso. Essa joia nova brilhante que lhe dei? Tem dois pequenos sensores – pense neles como agulhas – enfiados na sua perna. E se sua temperatura corporal aumentasse, digamos pela adição de sangue humano, os sensores injetariam água benta.”


Os olhos dele arregalaram-se de horror, enquanto ele tentava tirar a tornozeleira, arranhando seus lados.


“Não faça isso também. Se o selo for rompido, água benta, puf. Sacou? E eu ativei o timer e sinalizador. Então não somente sabem onde você está, também sabem o seu tempo limite para chegar a Bucareste. Se atrase, e – eu realmente tenho que dizer?”


Ele abaixou os ombros. “Eu poderia só quebrar seu pescoço,” ele disse, mas eu podia notar o desânimo.


“Você poderia tentar. E eu poderia lhe eletrocutar de novo com tanta força que você não acordaria por seis horas, lhe dando ainda menos tempo de chegar à Romênia. Então, posso continuar a ler seus direitos?” Ele não disse nada, e eu continuei de onde tinha parado. “Se você não se reportar nas próximas doze horas, você será eliminado. Se você atacar qualquer humano, você será eliminado. Se você tentar remover o localizador, será eliminado. Estamos ansiosos para trabalhar com você.”


Sempre achei que essa última frase era uma boa adição.


O vampiro parecia deprimido, sentado no chão e encarando o fim de sua liberdade. Eu estendi a mão. “Precisa de ajuda pra se levantar?” perguntei. Depois de um momento, ele aceitou. Puxei-o para cima; vampiros são surpreendentemente leves. A falta de líquidos corporais faz isso com você. “Eu sou Evie.”


“Steve.” Graças aos céus ele não era mais um Vlad. Ele parecia desconfortável. “Ahn, então, Bucareste? Você não teria dinheiro para uma passagem de trem, teria?”


Paranormais, honestamente. Peguei minha bolsa e lhe dei alguns euros. Ir da Itália à Romênia não seria fácil, e ele tinha que se apressar. “Você vai precisar de um mapa e direções,” eu falei quando ele começou a escapar entre as lápides. Coitado. Ele estava realmente envergonhado. Eu lhe entreguei a folha de direções para o prédio de Processamento e Missões de Bucareste. “Tudo bem se usar controle mental para atravessar as fronteiras.” Sorri encorajadoramente.


Ele assentiu, ainda carrancudo, e saiu.


Achar Steve não levou tanto tempo quanto achei que iria. Excelente. Estava escuro, eu estava congelando, e minha roupa de atrair vampiros, uma blusa branca que deixa o pescoço à mostra, não estava ajudando. Além disso, eu me destacava como um dedo machucado em países latinos, com meu cabelo loiro platinado numa trança que ia até o meio das minhas costas. Eu queria sair daqui. Disquei o número do Centro no meu comunicador (Pense num celular, sem câmera. E eles só tem a cor branca. Podre.)

“Pronto. Preciso de carona pra casa.”


“Processando seu pedido,” uma voz monótona disse do outro lado. Eu esperei, sentada na lápide mais próxima. O comunicador piscou cinco minutos depois. “Enviando transporte agora.”


Fonte: HarperTeen

Traduzido por Ana Carla

 

 

 

 



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