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Cotoco

Posted by San Diegirls on September 1, 2010 at 12:40 PM Comments comments (0)



Título: Cotoco

Autor(a): John van deRuit

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 392


 

 

O ano de 1990 na África do Sul será decisivo tanto para o país quanto para o garoto John Milton. Nelson Mandela está prestes a ser libertado, e, aos 13 anos, John (que graças às suas partes íntimas pouco desenvolvidas é debochadamente apelidado de Cotoco), acaba de ingressar em um internato de elite só para meninos. Ali, Cotoco viverá muitos dos ritos de passagem que envolvem essa fase da vida, e terá de fazer isso enquanto convive com pais, no mínimo, exóticos; uma avó gagá; e colegas de dormitório para lá de estranhos (com apelidos do tipo Lagartixa, Rambo, Rain Man e Cachorro Doido).




 

 

John é um menino relativamente normal, inteligente o bastante pra conseguir uma bolsa de estudos em um colégio de elite. Mas ele não sabe que os estudos vão ser a menor de suas preocupações; ele tem que se acostumar à rotina da escola, incluindo ser escravo de um veterano e sobreviver às ideias loucas de seus colegas de dormitório (os Oito Loucos), que incluem desde mergulhos noturnos a histórias de fantasmas contadas na capela no meio da noite.

 

Devo confessar que demorei um pouco a realmente gostar do livro, apesar de sempre ter gostado de histórias sobre colégios internos, porque confundia os apelidos no começo. Mas, falhas de memória à parte, desde o começo dá pra notar a forte veia cômica da história, principalmente quando os pais de Cotoco aparecem; eles sempre dão um jeito de envergonhá-lo.

 

O próprio Cotoco aparenta ser o personagem mais normal do livro, pelo menos comparado à sua família e aos colegas de dormitório. Vern (Rain Man), no entanto, talvez seja o único dos Oito Loucos que merece o nome –enquanto os outros são “loucos” por fazerem coisas como sair pela janela de cueca no meio da noite só pra mergulhar e voltar pro dormitório, ele tem realmente crises em que conversa com objetos e animais. Entre os demais Loucos, o Lagartixa se destaca por ir “crescendo” ao longo do livro – não em idade ou altura, mas como personagem.

 

A família de John é estranha e surreal, mas consistente. Desde o pai que briga com os cachorros do vizinho, até a avó que o chama de David, eles são autênticos e, no fundo, só querem o bem dele.

 

A história passa uma sensação meio autobiográfica, com um pouco de exagero e realização de desejo. Não posso afirmar que seja, mas a vida no internato é contada com bastante detalhes, ao ponto de o leitor se perguntar se aquele lugar é real.

 

Em resumo, é um livro engraçado, com risadas garantidas. Mas também é mais do que isso, à medida em que a história evolui e você se apega aos personagens.

 


Resenha por Ana Carla


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