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O Guia do Mochileiro das Galßxias

Posted by San Diegirls on April 14, 2010 at 1:16 PM Comments comments (2)



Título: O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)

Autor(a): Douglas Adams

Editora: Sextante

Número de páginas: 208


Arthur Dent estava tendo um dia ruim. Sua casa estava pra ser demolida, e ele estava tentando evitar isso deitando na lama em frente aos tratores. Mas isso não foi a pior parte do seu dia – menos de uma hora depois, a Terra foi destruída por Vogons para abrir caminho para uma “via expressa” intergalática. Seu amigo Ford Prefects, que ele não sabia que na verdade nasceu em um planetinha perto de Betelgeuse, o salva de ser destruído junto com o planeta pegando carona em uma das naves Vogonianas; a partir daí, eles têm várias aventuras nonsense – que é todo o ponto do livro (o nonsense, quero dizer).


O Guia do Mochileiro das Galáxias (o livro dentro do livro) é o guia mais útil para quem quer viajar pelo universo sem gastar muito. Ele explica desde os costumes dos planetas, até em que galáxia ir pra conseguir os melhores drinks, e a importância de ter sempre uma toalha – item essencial pra todo e qualquer mochileiro. E é hilário. Douglas Adams criou vários planetas com costumes diferentes e bizarros, que lhe deixam querendo saber mais sobre cada detalhe que o Guia diz.


A grande característica do Guia é seu humor; do início ao fim, é cheio de ironias, estranhas coincidências, coisas sem-noção e engraçadas em geral. Algo do tipo, “não leve o Universo tão a sério, ele não sabe o que faz no fim das contas”. Não que o livro não tenha uma história – ele tem. Só que o nonsense se sobressai. Um pouco como Alice no País das Maravilhas.


Como bom livro de ficção científica, tem várias tecnologias que eram consideradas improváveis na época em que foi escrito, e, vamos admitir, várias coisas impossíveis que acabam servindo de sátira à própria ficção científica – mais uma prova de que não devemos levar nada a sério – como a nave Coração de Ouro e seu dispositivo de improbabilidade. Mas em outros casos, como o próprio Guia, não podemos deixar de pensar que sim, nossa tecnologia avançou um bocadinho desde a primeira publicação da série... Afinal,a descrição do Guia usado por Arthur lembra bastante um e-reader atual.


Os personagens, apesar de não serem descritos muito detalhadamente, são bem consistentes. Mesmo nas situações mais irreais possíveis, as suas personalidades se mantêm. Arthur nunca entende o que está acontecendo (é, esse é o ótimo exemplar de humano que restou depois do planeta ser destruído), Ford tenta manter os dois vivos (apesar de isso ser mais devido a sorte do que a seus esforços), Zaphod faz o que bem entende (como um bom presidente do universo), e Trillian tenta pôr juízo em pelo menos uma das cabeças do presidente (é, pelo menos restou uma humana inteligente), e os Zogons são desagradáveis e burocráticos.


A maioria dos conflitos do livro se resolvem através de diálogos inteligentes ou coincidências bizarras – e os dois são igualmente divertidos. A narração em si já é divertida. Por vezes o foco sai dos personagens principais para dar uma outra visão ao leitor, geralmente através de uma explicação do Guia.


E ao final do livro nós ainda recebemos a Resposta sobre a Vida, o Universo e Tudo o Mais. O que mais é necessário em um livro?


Ah, sem esquecer que existe um filme baseado no livro, muito bom também! e tem a Zooey Deschanel

Olha o trailer:

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3 estrelas

Resenha por Ana Carla

 



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