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Como Falar Dragon?s

Posted by San Diegirls on November 21, 2010 at 4:55 PM Comments comments (0)




Título: Como Falar Dragonês (Como Treinar o Seu Dragão, vol. III)

Autor(a): Cressida Cowell

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 238


 

Por mais que Soluço salve o povo viking e converse com dragões, sua condição de herói não parece ser garantida. Ainda. No terceiro volume da série Como Treinar o Seu Dragão, Soluço e Perna-de-Peixe (e seus respectivos dragões) se perdem do grupo numa aula de como abordar uma nau inimiga, e vão dar de cara com um navio de guerra romano - lembrando que os romanos são os inimigos nº 1 dos vikings. Esse desastroso encontro resulta em tragédia: Soluço descobre que os romanos planejam invadir Berk, sua terra natal, e para piorar, Banguela é capturado. Some a tudo isso alguns dragões-tubarões, seres altamente perigosos e que estão a solta, loucos para abocanhar o que quer que esteja em sua frente. Pronto, temos o terceiro livro da série: Como Falar Dragonês.


Acho que o livro foca mesmo na amizade e na lealdade. Como escritora de um público majoritariamente infantil, Cressida Cowell foca nos valores morais, e para uma criança, nada é tão importante (e tão educativo) quanto a amizade e a lealdade. Em cada uma das relações de Soluço, há algo a ser aprendido, desde de como lidar com a teimosia e o orgulho de Banguela a como aturar o medo e a lerdeza de Perna-de-Peixe. E, independente de sofrer bullying ou não, Soluço é leal não só a seus amigos, mas também a seu povo.


Temos alguns personagens novos, como Alvin, o viking traidor (que se sente traído) e careca! A herdeira das Ladras do Pântano, e mestre de fuga, Camicazi. Uma garotinha bastante valente e orgulhosa por ser mulher. Creio que ela ainda aparecerá em outros livros... ah, claro, e não podemos esquecer de Ziggerastica, um nanodragão ditador e nada humilde. E não esqueçamos dos romanos e de Sua Obesidade, o Cônsul Gordo.

 

Como sempre, Soluço se mete nas piores confusões possíveis, se salva, é capturado de novo, tem um plano mirabolante, não consegue executá-lo, recebe ajuda, executa o plano, salva o dia, e tudo acaba bem. Ou não. Como diria nosso querido Banguela, finais felizes são muito perfeitos, tudo certinho.


As ilustrações, sempre muito engraçadas, reforçam a qualidade do livro. É como falar no msn usando emoticons (se você é viciada, assim como eu, vai entender). Cressida Cowell entende como ninguém a criança que há dentro de todos nós. Porque, claro, não são só crianças que leem os livros dela, não é mesmo?



4 estrelas


 

Resenha por Isadora C.


Como Treinar o Seu Drag?o

Posted by San Diegirls on April 5, 2010 at 4:39 PM Comments comments (2)



Título: Como Treinar o Seu Dragão

Autor(a): Cressida Cowel

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 224


Soluço Spantosicus Strondus III nem sempre foi o grande herói viking que é hoje. Em seu primeiro livro, traduzido do antigo norueguês pela querida Cressida Cowell, ele conta como tornou-se um herói da maneira mais difícil.


Soluço é um menino magro e nerd – tudo o que um viking não deveria ser. Para piorar sua situação, ele é filho do chefe da Tribo, Stoico, o Imenso, então ele é considerado o futuro da tribo, a Grande Esperança e o Herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos. Contudo, apesar de muita coragem, Soluço não sabe como vai conseguir atender às expectativas do povo, pois ele não consegue nem sequer passar no teste para ser membro de sua tribo: domar seu dragão.


Como Treinar o Seu Dragão é um livro cheio de palavras (ao contrário da antiga edição do prof. Traste) que vai te ensinar tudo sobre dragões – e tudo sobre como ser um verdadeiro herói.

 



Primeiro devo começar dizendo que se você quer ler o livro porque gostou do filme, você vai se frustrar. O livro é absurdamente diferente do filme. Porém, os dois são igualmente bons. Sério. Não consigo decidir de qual gosto mais.

 

No livro acompanhamos Soluço, magrelo, nerd e cheio de ideais, seu amigo Perna-de-Peixe, igualmente magrelo e vesgo de dar pena, e os outros calouros da Tribo dos Hooligans Cabeludos. Enquanto os valentões, como Melequento e Bafoca, treinam seus super dragões, Soluço tem que lidar com um dragão que só tem uma coisa de extraordinária: o fato de ser extraordinariamente pequeno. E para piorar, ele é banguela (daí o seu nome ser Banguela).

 

Banguela, ao contrário dos outros dragões, não gosta de obedecer. Na verdade, Banguela é muito inteligente e não gosta de fazer nada sem uma motivo. Ele também é muito egoísta e mimado, e só faz o que lhe agrada. Soluço tenta todas as táticas que sua índole mansa lhe permitem tentar, desde pescar os melhores peixes (coisa que o dragão deveria fazer, e não o contrário) a contar piadas para entreter o dragão.

 

Acontece que, no dia do grande teste, Banguela se mete em uma briga com a dragonesa de Melequento, Lagarta de Fogo, e tudo vira um caos. Como a pena para quem perde no teste é o exílio, todos os calouros são exilados. Só que antes de eles irem embora, o maior dragão já visto de todos os tempos (ele é maior que uma montanha!) acorda de seu Coma por Adormecimento e resolve que vai comer todos na Ilha de Berk assim que sentir fome outra vez.

 

Como Soluço é o único que sabe falar dragonês (orgulho nerd!), a anistia lhe é oferecida caso ele aceite ir conversar com o dragão. Morte Verde, como é chamado, é um grande filósofo e, creio eu, um grande darwinista. Para ele, os mais fortes sobrevivem, e no fim, “todo mundo vai ser jantar”.

 

Então é chegada a hora de Soluço mostrar o seu valor e se tornar um herói: como ele parece ser o único inteligente da Ilha, com exceção de seu avô Velho Enrugado, ele cria um plano diabolicamente astuto para matar o dragão. O plano dá mais ou menos certo, e Soluço vai parar na garganta do dragão. Aquela seria de fato a sua morte, e seu pai já estava morrendo de remorso por ter exilado o próprio filho, mas uma grande reviravolta dragonesca acontece, partindo do dragão mais mimado e indiferente de toda a Ilha de Berk!

 

Resumindo: é um livro infantil MUITO divertido, com ilustrações de fazer chorar de rir (ou sou eu que sou uma boba alegre?) e que traz uma lição de moral muito importante hoje em dia, quer você seja criança ou adulto. Soluço e Banguela nos mostram o que significa verdadeiramente ser um herói. O heroísmo não está na sua força, tampouco na sua inteligência (mesmo que isso colabore). Ser herói é saber colocar os outros em primeiro lugar, colocar o “bem maior” acima do seu próprio bem; é sacrificar-se por quem a gente ama. Gritar loucamente e ser super forte não é sempre caminho para se treinar um dragão, que fique bem claro. Dragões são inteligentes e, ao contrário dos vikings, eles preferem que falem com eles educadamente, obrigado.

 

Resenha por Isadora Cal


Ps: para aqueles que como Bafoca de Maluquício tem o cérebro meio lento, Soluço é um personagem criado por Cressida Cowell. Ele não existiu de verdade, portanto, ele não escreveu o livro. Ok?

 

 



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