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Persuas?o

Posted by San Diegirls on August 6, 2010 at 11:31 AM Comments comments (0)



Título: Persuasão

Autor(a): Jane Austen

*Como existem várias edições diferentes, por ser um clássico, não vou listar nenhuma específica aqui ;D Imagem meramente ilustrativa.


Anne Elliot, aos 19 anos, se apaixona por Frederick Wentworth, um jovem sem conexões e somente seu trabalho como recomendação. Persuadida por sua amiga Lady Russel a acabar esse relacionamento, Anne tem muitas chances de se arrepender dessa decisão.

Alguns anos depois, Sir Walter Elliot encontra-se com problemas financeiros, e tem que se mudar da tradicional casa de sua família. Os novos inquilinos são a irmã e o cunhado de Wentworth, que prosperou e agora é capitão. Apesar de várias ocasiões unirem o capitão e Anne, ele ainda ressente a rejeição de seu passado. Ele passa a cortejar Louisa Musgrove enquanto Anne recebe as atenções de seu primo, William Elliot. Mais uma vez, parece que a felicidade vai fugir dos dois...




 

 

É Jane Austen. Preciso dizer mais alguma coisa? Porém, diferentemente de Razão e Sensibilidade ou Orgulho e Preconceito, Persuasão apresenta personagens mais velhos e maduros como o centro da história, um reflexo da própria maturidade de Austen ao escrevê-lo.

 

Anne Elliot é uma boa pessoa. Apesar de sua família não lhe apreciar, ela ainda faz tudo para que eles fiquem o mais confortáveis possível. Sir Elliot, seu pai, e Elizabeth, a irmã mais velha, são muito orgulhosos e não aceitam bem a necessidade de sair de Kellynch Hall para ter uma renda melhor e menos gastos, e ignoram os conselhos de Anne. Mary, a irmã mais nova e a única casada, é egoísta e pensa somente nela, e às vezes nos filhos. No entanto, Anne tem a companhia e amizade de Lady Russel, que era grande amiga de sua mãe; e seu cunhado, seus sobrinhos e os vizinhos de sua irmã também mostram-se bons amigos,compensando assim algumas faltas de sua família.


Comparada a Elizabeth Bennett ou Elinor, talvez Anne pareça mais delicada e menos expressiva. Porém, aí é que está a maturidade de Austen nesse livro. Anne ainda é uma mulher bem educada e informada, e que não precisa ser casada para ter uma vida relativamente feliz. É uma verdade que ela não tem a rebeldia de Elizabeth, por exemplo, mas isso reflete a aceitação que ela tenta ter com as outras pessoas.

 

Tanto o capitão Wentworth como William Elliot são incógnitas durante a maior parte do livro. Não se sabe quando estão sendo sinceros ou não, Wentworth devido ao passado conturbado com Anne, e o primo dela por não sabermos se ele está honestamente interessado em Anne ou se o interesse é puramente pelo status que Sir Elliot tem.


No entanto, talvez o mesmo pudesse ser dito de Anne se tivéssemos o ponto de vista de Wentworth. Quando ele era jovem e não tinha dinheiro ou um cargo importante, Anne o rejeitou; agora que retorna, um rico capitão, ela se interessa novamente. Porém, mais uma marca da maturidade dos personagens, ele não chega a questionar isso. Por se conhecerem há tanto tempo, ou por terem sido realmente almas gêmeas desde o começo, não há questionamentos baseados puramente em orgulho. Ambos são adultos e maduros o bastante para dizer "É você que eu quero, e não me importa o que sua família/amigos digam."

 

E como um bom livro de Jane Austen, tem um quê na história e no modo como ela apresenta a Inglaterra do século 19 que faz a pessoa querer se mudar para dentro de um livro dela.

 

Resenha por Ana Carla

E o vencedor ?...

Posted by San Diegirls on June 2, 2010 at 10:00 PM Comments comments (2)



O prazo para votação do Desafio Literário acabou! Depois de uma disputa acirrada (bom, entre dois concorrentes, pelo menos), temos um vencedor! E ele é...


*rufam tambores*


Persuasão, de Jane Austen!


O Apanhador no Campo de Centeio lutou bravamente, mas ninguém pode com a srta. Austen! Hey, ela pode chutar a bunda de zumbis e monstros marinhos quando quer!


E então, o que acontece agora?


Nós do San Diegirls e as meninas do Nem Um Pouco Épico temos até o fim do mês para ler e resenhar o livro. E você, caro(a) leitor(a), nos acompanha! Que tal lermos o mesmo livro ao mesmo tempo, e ao final trocar impressões e pensamentos sobre ele? Vocês podem enviar resenhas também, se quiserem!


Portanto, que os jogos comecem!

Orgulho e Preconceito

Posted by San Diegirls on April 26, 2010 at 2:41 PM Comments comments (2)



Título: Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice)

Autor(a): Jane Austen
*Como é um clássico que possui várias edições, não será especificada nenhuma aqui.


Elizabeth Bennet não é o que se espera de uma jovem inglesa do século XVIII. Nascida de uma família de classe média baixa, Lyzzie parece não se importar com as expectativas de bom casamento que sua mãe traçou para as 5 moças Bennet. Até a chegada de Mr.Darcy, um cavalheiro com um quê de “eu me acho o máximo” que irrita Lyzzie.


Quando Sr. Bingle se muda para Netherfield Park, Sra. Bennet já o toma como propriedade de uma de suas filhas. Um jovem solteiro, bonito, gentil e,obviamente, rico, é a realização do sonho de todas as mães que pretendem casar as filhas. Em uma das festas de recepção do novo vizinho, a irmã de Lyzzie, Jane,  encontra em Bingley a possibilidade de um romance. Mas Bingley traz consigo o Sr.Darcy, seu melhor amigo e confidente. Darcy não é tão atraente quanto seu amigo, e seu constante ar de superioridade faz com que a sociedade local rejeite-o (sutilmente).


E como quem não quer nada, Austen vai trançando os destinos das personagens, entrelaçando seus destinos aos de outras personagens, que interferem no enredo de tal forma que poderiam ser considerados principais. Claro que a gentileza de Jane, a inocência do Sr.Bingley, o misterioso Sr.Darcy e acima de tudo, a independente e espirituosa Elizabeth fazem sua presença marcante na memória. 


Claro que a princípio a sinopse do livro somente não traz nada aparentemente interessante. Você, sentada (o) em seu sofá confortável pode se perguntar “por que ler isso se posso ler Crepúsculo?”. Bem,amiga (o) leitora, deixe-me dizer que Jane Austen é a base para o que você conhece hoje em dia por “chick lit”. Orgulho e Preconceito trata da rebelião (mesmo que a nível intelectual) de uma jovem contra as regras irracionais de uma sociedade ultraconservadora e machista. Enquanto as jovens daquela época pensavam em vestidos, bailes e casamentos, Lyzzie enxergava os absurdos de sua realidade e lutava pela emancipação intelectual da mulher. E se ainda assim a perspectiva de revolução culta desde aquela época não lhe atrair, é interessante ver como algumas coisas nunca mudam.



 

Resenha por Gabriela (Gani)

Raz?o e Sensibilidade

Posted by San Diegirls on March 31, 2010 at 4:59 PM Comments comments (2)



Título: Razão e Sensibilidade

Autor(a): Jane Austen

*como é um clássico, existem muitas versões dele, por várias editoras – daí não colocarei aqui número de páginas ou nome de editora. Mas toda livraria deve ter Jane Austen pelo menos deveria, no meu mundo


Publicado em 1811, o livro fala sobre duas irmãs que são o oposto uma da outra: Elinor (razão) e Marianne (sensibilidade). Enquanto Elinor se guia mais por motivos concretos e racionais, Marianne se guia pelos seus desejos e fantasias do que deveria acontecer, e não do que realmente acontece. Quando seu pai morre e deixa praticamente toda a herança para John, filho do seu primeiro casamento, elas (junto com a mãe e a irmã mais nova, Margaret) são forçadas a morar numa casa menor, como contenção de custos. Nesse novo lar,conhecem várias pessoas interessantes, algumas boas, outras nem tanto, que vão mudar – ou não – sua visão do mundo.



 4 estrelas

 

Razão e Sensibilidade foi o primeiro livro da Jane Austen a ser publicado, e o segundo dela que eu li. Como primeiro livro, dá pra perceber algumas falhas que ela corrigiu ao longo do tempo; mas que não são grandes ou importantes o bastante pra dificultar a leitura. O livro se perde um pouco na metade, fica meio sem rumo – mas logo retoma a direção e deixa o leitor impressionado.

 

Jane tem um dom de criar personagens tão reais que você se pega querendo ser a melhor amiga de alguns deles, e com vontade de dar um chute em outros. Alguns personagens são simplesmente incríveis, e portanto você passa a desejar todo o bem possível, e mal pode esperar pra ler um final feliz pra eles, bem ao estilo “e foram felizes pra sempre” dos contos de fadas. E a outros, você deseja uma morte lenta e sangrenta. Faz parte.

 

Elinor é, literalmente, a voz da razão no livro. Cada vez que sua mãe ou uma de suas irmãs (em especial Marianne) começa a sonhar demais, ela é quem as traz de volta à Terra, mostrando a realidade, e, o mais gentilmente possível, tentando adaptar a ilusão delas ao mundo real. Tudo em Elinor é comedido e bem pensado. Desde a mudança de casa, até se apaixonar. Já Marianne é o oposto. Ela gosta de acreditar que, se ela quiser algo o bastante, isso vai se tornar realidade. E ela sofre por antecipação tanto quanto se diverte com sua imaginação e seus sonhos.

 

Ambas têm seus pretendentes, mas as coisas não acontecem bem como elas gostariam (ou como Marianne e a Sra. Dashwood sonham). Antes de ter seus sonhos realizados, elas passam por vários contratempos, e Elinor perde as esperanças mais de uma vez. Se em Orgulho e Preconceito temos o Sr. Darcy, aqui temos Edward Ferrars. E Marianne é alvo de uma certa disputa... Willoughby é um cavalheiro de boa família, e Colonel Brandon é um senhor respeitável e gentil, que acaba se tornando grande amigo de Elinor, mas que perde pontos com sua irmã por causa da sua idade. Afinal, alguém com mais de trinta anos com certeza já passou da idade de casar! Os dois se interessam por Marianne, e pelo seu jeito apaixonado de encarar a vida; mas ela só tem olhos pra um deles.

 

Outros pontos fortes da autora são sua ironia e seu desafio às normas sociais da época. Não que suas personagens sejam grandes revolucionárias pelos padrões de hoje – mas levando em conta o fato de que eram mulheres independentes que gostavam de ler e estudar, pra época, elas eram a exceção. Além disso, temos casamentos entre pessoas de classes sociais diferentes; oh, o escândalo!

 

Isso sem falar no mundo que ela “cria”. Porque claro, a história se passa na Inglaterra do século 19, mas Jane descreve o dia-a-dia das pessoas daquela época de uma forma tão bonita, que dá vontade de se mudar pra um dos livros. Que pena que lá não tem twitter internet.


Resenha por Ana Carla

 


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