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O Morro dos Ventos Uivantes

Posted by San Diegirls on February 24, 2010 at 1:05 PM Comments comments (2)



Título: O Morro dos Ventos Uivantes

Autor(a): Emily Brontë

Editora: Harper Teen

Número de páginas: 427

p.s.: esses são os dados da minha edição. Como é um livro de domínio público,existem muitas versões publicadas no Brasil, por várias editoras ;D



Em 1801, o Sr. Lockwood, novo inquilino da Granja Thrushcross, chega para pagar o seu respeito ao proprietário, Sr.Heathcliff. Lockwood é forçado a passar a noite no rancho Morro dos Ventos Uivantes durante uma nevasca. Naquela noite, uma voz tênue invoca através da janela; é o fantasma de Catherine Earnshaw. Ao retornar à Granja, Lockwood pede à sua criada, Ellen Dean, que lhe conte a trágica história das famílias Earnshaw e Linton. Ela relata uma história de paixão e ódio quase sem medida, que começou quando o Sr. Earnshaw trouxe para casa um órfão faminto das favelas deLiverpool. À criança foi dado apenas um nome: Heathcliff.



 

Devo confessar de início: tenho problemas com clássicos. Culpa do colégio, que escolhia os clássicos mais tediosos possíveis em um momento em que era impossível me identificar com eles e apreciá-los. Porém, sempre tive uma teoria de que clássicos são interessantes desde que se esteja pronto para eles – afinal, se fazem sucesso há tanto tempo, deve haver um bom motivo, certo?


Certo. Não conseguia parar de pensar na história de O Morro dos Ventos Uivantes. A narrativa, quando Ellen Dean começa a contar sua história, prende o leitor e faz com que Catherine e Heathcliff, personagens egoístas e orgulhosos ao extremo, pareçam vítimas dos seus próprios modos.


E sim, os dois personagens principais são, na verdade, anti-heróis. Egoísta, mimada, orgulhosa e calculista, Catherine casa com outro para poder “ter uma vida decente e cuidar de Heathcliff”. Ele, além de egoísta, orgulhoso e calculista, também é sádico e gosta de vingança – tornando a vida de todos no Morro dos Ventos Uivantes um inferno. Porém, apesar disso tudo,eles ainda têm uma qualidade que explica parte de seus atos – um ama o outro incondicionalmente. Mas seus defeitos não os deixam admitir isso um para o outro em tempo.


Por mais que os personagens tenham muitos defeitos, é difícil não torcer por alguma felicidade para eles. É uma história muito romântica e ao mesmo tempo muito triste; Romeu e Julieta têm uma história cheia de flores e borboletas quando comparados a Catherine e Heathcliff. E isso sem levar em conta todas as outras pessoas que são prejudicadas no caminho, que não tinham nada a ver com os problemas dos dois... Ao final do livro, me encontrei imaginando “e se Heathcliff tivesse sido tratado bem desde criança?” Talvez o final fosse diferente. Talvez houvesse um “felizes para sempre” no seu futuro. Mas provavelmente o livro não seria tão interessante. E, na verdade, quem pode ter certeza se no fim Heathcliff não teve seu “felizes para sempre” ao lado de Catherine?


Resenha por Ana Carla

 



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