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Sobre Drag?es de ?ter - Ca?adores de Bruxas

Posted by San Diegirls on April 4, 2010 at 7:38 PM Comments comments (2)

Recentemente, resenhamos aqui no SD o livro Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas, de Raphael Draccon. Felizmente, várias pessoas se interessaram e foram em busca do livro. Infelizmente, ele não está mais à venda. Procurei Raphael (o autor) e perguntei o que estava havendo. Em resposta, ele me disse:


"Avise ao pessoal que essa edição da Planeta virou edição de colecionador. Nunca vai existir outra dela, pois está esgotada mesmo. Contudo, depois da Copa do Mundo, em julho, 'Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas"'será relançado dessa vez pela Leya em uma edição revisada e ampliada, assim como o 'Dragões de Éter - Círculos de Chuva'."


Ficamos feliz pela nova edição revisada e ampliada, e pelo sucesso do livro, que possibilitou a publicação de toda a trilogia. Mas, poxa vida, esperar até julho para poder ler "Caçadores de Bruxas" é muita maldade!

Em julho nós avisaremos à vocês sobre a nova edição do livro. E UHU eu tenho uma edição de colecionador!

Por Isadora C.


p.s.: Submarino e Fnac acharam algumas cópias do livro \o/ Raphael Draccon postou sobre isso no blog dele. Na Submarino já esgotou de novo, mas na Fnac ainda tem. Melhor correr se quiser garantir uma cópia!

Drag?es de ?ter - Ca?adores de Bruxas

Posted by San Diegirls on March 29, 2010 at 1:58 PM Comments comments (4)

Título: Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas

Autor(a): Raphael Draccon

Editora: Planeta

Nº de páginas: 420

Fantasia, ficção

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares sob a forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais (os homens), algumas delas se voltaram contra as antigas raças, e a boa magia branca deu lugar à terrível magia negra.

E assim nasceu a Era Antiga.

Essa influência e esse temor sobre a humanidade só tiveram fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reuniu o que hoje são os heróis mais conhecidos do mundo e liderou a história e violenta Caçada às Bruxas.

Hoje, Primo Branford é o Rei de Arzallum, e por quase 20 anos ele saboreia satisfeito a Paz. Entretanto, nos úlitmos anos, coisas estranhas começaram a acontecer...

Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna aos mares com um obscuro sucessor. E duas sociedades secretas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.

E mudará o mundo.

 

Sinopse retirada do livro.


4 estrelas

Eu bem que tentei escrever uma sinopse, mas não deu. Ou eu dizia coisa demais, ou não dizia as coisas essenciais. Veja bem, Dragões de Éter traz uma história muito rica. Não é fácil resumir algo assim.

 

Raphael Draccon é um cara muito esperto. Basicamente o que ele fez foi pegar os famosos contos de fadas e colocá-los no mundo que ele mesmo criou, Nova Ether. Mas claro que não é só isso, senão ele não teria 4 estrelinhas do SD. Draccon faz uma releitura desses contos de uma forma bastante criativa, prendendo a atenção do leitor desde o primeiro minuto.

 

Em uma bela manhã de domingo (ou qualquer que fosse o dia), a pequena Ariane Narin vai, a pedido de sua mãe, levar doces para a vovozinha. Ela coloca a sua capa branca e vai feliz, floresta adentro, até a casa, praticamente isolada do mundo, de sua querida avó. Chegando lá, um lobo faminto ataca sua vó, devorando-a em frente à menina. Um caçador chega em seu socorro, matando o lobo antes que este a mate. Mas a imagem da morte de sua avó já estava gravada em sua mente, e o sangue, prova da tragédia, já tinha tingido toda a sua capa, antes branca, de vermelho.

 

Se você não achou isso genial, então leia o livro para descobrir que na verdade o lobo não era simplesmente um lobo faminto qualquer, e que a própria Ariane não é uma menininha qualquer, e como isso influenciou na vida do tal Caçador. Também temos João e Maria Hanson, e temos príncipes, uma bruxa chamada Bruja (e a explicação para isso), temos piratas, e crocodilos, e um capitão que tem um gancho em uma das mãos. Temos Esqueci de mencionar algo? Ah, sim, também temos romance.

 

Draccon vai narrando a história como se ele estivesse sentado no sofá de sua sala, tomando chá com você. Sim, eu estou sendo literal. Ele conversa com a gente, nos alerta, nos repreende, e por tantas vezes ele antecipava minhas reações de forma que eu ficava com a sensação de que ele estava, de fato, comigo, contando-me a história e vendo minhas reações. Há referências a Caverna do Dragão, Final Fantasy, ao mundo do rock, entre outras coisas.

 

Para terminar, eu vou apenas dar um pequeno testemunho de como descobri esse livro: eu tenho a linda mania de entrar nas livrarias e dar uma de exploradora. Eu sinto prazer em procurar por livros, ainda que eu não saiba exatamente o que eu estou procurando – mas a graça é exatamente essa. Então eu vi a única cópia de Dragões de Éter que havia na estante e me encantei. Li o prefácio e achei a coisa mais inteligente e filosófica do mundo (exagero adolescente, me ignorem). Continuei lendo até que fui obrigada a ir embora. Pelo nome do autor, Raphael Draccon, eu achei que fosse um autor de um país europeu menosprezado, e me empolguei mais ainda. Nunca me passou pela cabeça que ele fosse... brasileiro. Cheguei em casa e googlei “Raphael Draccon”. Para meu total espanto, ele não só era brasileiro, como também era muito jovem (25 anos, na época) e formado em cinema (na época, eu queria muito fazer cinema). Voltei a livraria no fim da semana, comprei o livro e li o mais rápido que o 3º ano me permitiu. Draccon provou que a literatura nacional não se resume a Machado de Assis, Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Rubem Alves. Existe, sim, autores de fantasia no Brasil, e autores de qualidade! (Porque eu já li cada coisa que me faz pensar que seria melhor se não tivéssemos autores de fantasia nacionais.)

 

Resenha por Isadora C.

O Pacto

Posted by San Diegirls on February 22, 2010 at 8:00 PM Comments comments (0)

Título: O Pacto - Uma História de Amor

Autor(a): Jodi Picoult

Editora: Planeta

Nº de páginas: 400


Os Gold e os Harte são vizinhos e melhores amigos. Melody e Gus se conheceram grávidas, e desde então não se separaram mais. Seus filhos, Emily e Chris, também cresceram juntos, então não foi surpresa nenhuma quando eles começaram a namorar. Eram duas famílias perfeitas, um vínculo de amizade muito forte e um grande amor adolescente. Até o dia em que Chris matou Emily.

Acompanhamos então, através de flashbacks e relatos dos personagens, o crescimento de Chris e Emily e o romance entre eles. Segundo o rapaz, tudo foi parte de um plano, um pacto de suicídio que o casal havia feito, mas que ele não conseguiu cumprir a última etapa – tirar a própria vida. Vários questionamentos surgem: Chris está dizendo a verdade sobre a morte de Emily? O que realmente aconteceu? Será que conhecemos, de fato, as pessoas que amamos e com quem convivemos por anos?


 

Jodi Picoult tem um dom. O dom do drama. Se você assistiu àquele filme com a Cameron Diaz, “Uma Prova de Amor”, você vai entender – o filme é baseado em um livro da Jodi. O Pacto é, como diz o subtítulo do livro, uma história de amor. Não se engane pelo mistério acerca da morte de Emily, ainda assim é uma história de amor muito linda!


 

Chris e Emily se conhecem, literalmente, desde que nasceram. Quando Emily nasceu, Chris tinha meses, e a mãe dele o levou para o hospital para conhecer a vizinha. Ele ficou com sono e foi colocado para dormir do lado da recém-nascida Emily. Ela bocejou, segurou na mãozinha do vizinho, e voltou a dormir. E assim foi durante o resto da vida deles. Emily e Chris eram melhores amigos, sempre cuidando um do outro, acobertando as mentiras um do outro; eles eram inseparáveis. Até que a adolescência chegou, e eles sentiram a necessidade de fazer algo mais além de correr loucamente pela floresta atrás da casa deles.


 

O livro já começa com a morte de Emily, e então surgem uns policiais e a investigação se volta para Chris. Ele fala do pacto. Ninguém acredita. Mas quem conhecia o casal, também não podia acreditar que ele tivesse matado o amor de sua vida. A partir daí, a história é contada entre flashbacks e o momento presente, enquanto Chris está sendo investigado. Os flashbacks nos mostram que, ao contrário do que os pais pensam, a vida de Emily e Chris não foi sempre perfeita. Enquanto Chris, através de suas memórias, vai contando sobre o seu relacionamento com Emily, os Harte e os Gold passam por uma crise , tanto em seus casamentos, como em sua amizade. Afinal, o filho dos Harte está sendo acusado de matar a filha dos Gold.


 

O livro traz três grandes tópicos:

 

  • O quão bem você conhece alguém?

Emily era uma garota modelo, muito amada e bem educada, sem nada de essencial que lhe faltasse. Tanto ela como Chris estavam sempre sob os cuidados dos pais. Os dois eram alunos modelo. O que levaria alguém assim a querer suicidar-se? O que levaria um jovem de boa índole a matar o objeto de sua paixão?

 

 

  • O amor tem limites?

No livro, temos vários casos de amor, e todos eles são abalados pela morte de Emily. O casamento de Melody e Michael Gold entra em crise, pois um acredita na inocência do vizinho que sempre foi visto como um segundo filho, e o outro acredita piamente na culpa do menino. Será que a morte de uma filha é o limite para o amor deles? E Gus e James, que sempre foram muito diferentes, e agora se vêem diante da difícil situação de ter um filho acusado de um crime – que, diga-se de passagem, nem eles tem certeza se ele é inocente ou não. E os vizinhos, antes melhores amigos, agora não sabem mais como lidar com a situação.

 

 

  • O que leva alguém a cometer suicídio?

Sabe toda aquela bobagem de auto-ajuda que você vê por aí quando lê algo sobre suicídio? Pois é, esqueça. Posso afirmar, com certeza, que a abordagem que o livro traz é muito mais real do que qualquer coisa que eu já tenha lido. E digo isso porque eu já estive no fundo do poço e pensei em suicídio.


 

Além de todo o romance e todo o drama, temos o julgamento, que lembra bastante aqueles seriados policiais/jurídicos norte-americanos (tipo Law & Order, Cold Case, etc) e deixa o livro mais interessante ainda.


Resenha por Isadora C.


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