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Wake

Posted by San Diegirls on August 4, 2010 at 8:10 PM Comments comments (0)


 

Título: Wake-Despertar

Autor(a): Lisa McMann

Editora: Novo Século

Número de páginas: 208

 

Para Janie, uma garota de dezessete anos, ser sugada para o sonho de outras pessoas está ficando manjado. Especialmente os sonhos com quedas, os sonhos estou-nu-mas-ninguém-nota, e o sonhos loucos e pervertidos. Janie já teve fantasias sexuais o suficiente para uma vida inteira. Ela não pode dizer a ninguém o que ela pode fazer - eles nunca acreditariam, ou pior, eles pensariam que ela é uma aberração. Assim Janie vive no limbo, amaldiçoada com uma habilidade que ela não quer e não pode controlar. Então ela entra em um pesadelo pavoroso, um que arrepia até seus ossos. Pela primeira vez, Janie é mais do que uma testemunha na mente distorcida de alguém. Ela é uma participante...

 

Janie é uma garota ok, que não conhece o pai,é ignorada pela mãe e praticamente não tem amigos. Apesar disso tudo, ela não é reclamona e insuportável. Ela vive na parte mais pobre da cidade, aguenta o desprezo das colegas e espera ir pra faculdade, como qualquer uma de nós.

 

Só que ela sabe dos segredos de todo mundo à sua volta. Bem, pelo menos pra quem já dormiu ao seu lado.

 

Janie "vê " os sonhos de uma pessoa. Seja o que for que você sonhe, ela assiste aos seus desejos mais vergonhosos, conhece seus segredos mais sórdidos. Se ela fosse a gossip girl x.o.x.o, pode crer, a cidade viraria de pernas pro ar.

 

Só que não é por vontade de Janie. Ela é arrastada, obrigada a assistir os sonhos, e enquanto isso acontece, seu corpo meio que entra em colapso. E a cada vez que "volta" dos "episódios", ela sente que seu corpo se deteriora. Sem contar que se debater no meio da aula não é lá essas diversões todas.

 

E é no meio de um sonho que ela encontra Cabel, um colega de escola que até agora passava despercebido. Por seu sonho ser tão assustador, Janie tenta se aproximar de Cabel, sem, no entanto, assustá-lo. Pelo menos não até uma viagem de colégio, onde Cabe presencia um "episódio" de Janie. A partir daí, Cabel passa a ser o confidente de Janie, que finalmente sente que pode talvez ser um pouco mais feliz.

 

Os livros tem um toque de tragédia e depressão, mas não são góticos ou emos. Têm humor que entretém, sem no entanto fazer caricaturas de personagens batidos pela cultura norte americana. E o que é melhor: o texto é construído de modo sucinto, mas não resumido. As orações são curtas, mas passam idéias muito mais abrangentes do que o tamanho de suas frases. E a autora realmente conquista o leitor, e torna suas personagens tão reais, palpáveis e críveis quanto nossos colegas de sala.

 

O terceiro e último livro da série, com o título de Gone, foi lançado rencentemente. Enquanto não chega no Brasil, as leitoras e fãs brasileiras da série já sentem apreensão, a julgar pelo nome. Fade, o segundo título da série, deixou os leitores com um gostinho de quero mais, e lançou suspense, trazendo até mesmo certa angústia em virtude do possível destino de Janie.

 

Particularmente, eu já li os três livros da série Wake. Depois de ler Fade e ficar naquela curiosidade, e até preocupação, sobre qual caminho Janie vai escolher seguir, tive que esperar mais 3 meses (tempo que demorou para minha cópia de Gone chegar) para finalmente saber o fim da série. E o que eu digo? O fim não foi bem o fim. Porque, seguindo o estilo dos seus dois antecessores, Gone é bem realista, apesar do tema, e assim sendo não termina com um "e foram felizes para sempre". Talvez um "Janie estava contente por enquanto", já que a aventura de Janie está longe de acabar. E quem sabe seus sonhos finalmente se realizem?

 


Resenha por Gabriela (Gani)

Divulgada a capa brasileira de Wake!

Posted by San Diegirls on June 15, 2010 at 7:06 PM Comments comments (0)

A Novo Século divulgou a capa de Wake! Obrigada ao Alonso pelo toque =D Eles mantiveram a capa fiel à original, e o nome também! Confiram: 



Então, todo mundo marcando nos calendários: Wake - Despertar sai  aqui no Brasil em julho!

Marcada

Posted by San Diegirls on January 25, 2010 at 10:01 PM Comments comments (4)

Título: Marcada (House of Night, vol. I)
Autor(a): P. C. Cast, Kristin Cast
Editora: Novo Século
Nº de páginas: 328

No mundo de Marcada, o vampirismo sempre existiu. Shakespeare era um vampiro, e boa parte dos grandes artistas também. O que não quer dizer que os vampiros sejam bem aceitos na sociedade. Muito pelo contrário. Quando Zoey Redbird, uma adolescente bastante comum de dezesseis anos, é marcada – acontecimento em que um morto-vivo vem lhe avisar que você é um vampiro, e se não fizer algo a respeito, vai morrer de verdade em alguns dias – , seu mundo vira de cabeça para baixo. Seus amigos a evitam, seu padrasto, que já era tiete de Hitler, força a menina a se submeter aos “cuidados” de sua religião (que, adivinhem?, é uma versão do cristianismo) e sua própria mãe se envergonha da condição da filha. Zoey sabe que tem que ir para a Morada da Noite (House of Night, nome da série de livros) – único jeito de evitar sua própria morte. E de aprender a lidar com o vampirismo. Com a ajuda da vovó Redbird, que vai lhe ensinar tudo sobre sua ascendência cherokee, Zoey vai para a Morada da Noite, onde descobre que a verdadeira amizade, ou melhor, o verdadeiro amor está naqueles que conseguem te aceitar e amar independente de qualquer coisa.

Muito bem, agora eu vou explicar detalhadamente porque eu dei apenas 1 estrela para Marcada. As moças Cast (que são mãe e filha, para quem não sabe) fizeram um grande negócio. Pura jogada de marketing. Elas pegaram todos os ingredientes favoritos dos adolescentes e escreveram um livro. Veja abaixo a lista desses ingredientes que fazem de Marcada um dos livros mais clichês do mundo:

 

 

  • Uma história sobrenatural (vampiros);
  • Uma escola super emo/gótica/medieval onde os “excluídos” unem suas forças (Morada da Noite);
  • Meninas malvadas que acham que dominam o lugar (Afrodite e sua patota);
  • Amigos que te adoram instantaneamente e que fazem tudo com você (Stevie Rae, uma coisa country, fofa e pequena, bem tolinha, que idolatra Zoey; Erin e Shaunee, uma loira e outra negra – quer mais clichê? - que se consideram irmãs gêmeas por agirem e pensarem de forma igual; Damien, o amigo gay – eis aqui mais clichê -, que também vive corrigindo as amigas-gêmeas e dando aulinhas de português – o que é carta marcada de livro feito para adolescente)
  • Dois caras super gatos e totalmente diferentes apaixonados por você (Erik, o vampiro gato-sensual-misterioso da Morada da Noite, o mais cobiçado de todos, ex-namorado de Afrodite, e Heath, o ex-namorado/namorado bobão de Zoey, estrela do time de futebol da escola, que não é vampiro, mas que continua louquinho por ela e não liga se ela é vampira, loba, cachorra, gatinha, etc.)
  • E não podemos esquecer do problema com os pais. A mãe de Zoey casou-se com o cara mais machista e bitolado que existia na América do Norte e saiu de melhor-mãe-do-mundo para esposa-submissa-e-mãe-em-decadência. A mãe de Zoey sempre coloca o marido em primeiro lugar, inclusive na hora de aceitar a filha pelo que ela é, e isso, claro, deixa Zoey muito, mas muito zangada.

 

Se você leu tudo que eu escrevi acima, você já sabe exatamente toda a história do livro. Zoey tem uma vida muito boa, um namorado bacana, melhor amiga de compras, tem um probleminha com o padrasto e tal, até que um dia ela descobre que é vampira. Muito preconceito, ela perde tudo, pobre-menina-rica, blá, blá, blá, vai para a Morada da Noite, onde, logo de cara, se depara com uma mocinha de joelhos colocando a boquinha nas partes baixas de um cara muito bonitinho (não vou citar nomes para não perder a graça). Então ela se envolve com o carinha bonitinho, e a mocinha safada fica com ciúmes. Só que Zoey é especial (outro segredinho que não vou contar), então ela faz uns amigos em questão de segundos, e em mais ou menos uma semana (sério, em uma semana!) ela e os amigos se tornam mais íntimos do que Selena Gomez e Demi Lovato, Zoey ensina uma boa lição à mocinha safada e suas amiguinhas acéfalas, vira a “rainha do baile” e ainda fica com o gostosão (juro que não estraguei nada, você deduz isso desde o primeiro dia de aula, quando ele entra na sala). Se você já assistiu Meninas Malvadas, A Nova Cinderela, High School Musical, Camp Rock ou qualquer coisa do gênero, você já sabe como é. Basta acrescentar o fator “vampiro” e voilá.


Eu li esse livro em 2008, porque quando acabei Crepúsculo, quis ler mais alguma coisa de vampiros. O livro nem sonhava em sair no Brasil. Quer saber como eu consegui terminar, se é tão chato? Dois motivos: eu queria saber se minhas previsões estavam certas – e sempre estavam – , porque eu não ia poder falar mal sem ter lido tudo; tem umas cenas calientes. E eu creio que a série só faz tanto sucesso por isso, porque nós, adolescentes, estamos com os hormônios em alta, e Zoey é uma tarada, e as autoras dos livros também, então, mesmo sem querer, você fica toda assanhada querendo saber da vida “amorosa” de Zoeybird.


Então, para terminar, vou citar dois pontos positivos do livro:

 

  • Tem cenas safadas (poucas, mas isso vai evoluindo com o passar dos livros, não se preocupe);
  • Zoey, que é quem narra o livro, é engraçada. Isso torna a leitura bem mais tolerável. É como ler um livro de Meg Cabot, apenas de qualidade inferior.

 

Se você é fã da Meg e curte umas histórias mais apimentadas (mas ainda bastante imaturas), pode ler Marcada (e o resto da série, que eu ainda estou lutando para terminar).


Resenha por Isadora C.



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