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Nick e Norah - Uma Noite de Amor e M?sica

Posted by San Diegirls on January 8, 2010 at 1:24 PM Comments comments (2)



Título: Nick e Norah - Uma Noite de Amor e Música

Autores: Rachel Cohn e David Levithan

Número de páginas: 224

Editora: Galera Record


Nick levou um fora da namorada que ele julgava ser “a mulher da vida dele” e não consegue esquecê-la. Para piorar, seus colegas de banda gays, mesmo sendo os melhores amigos que alguém pode ter, parecem sempre ter sorte na vida amorosa. Nick acha que sua vida está acabada.

Norah desistiu de uma das melhores faculdades do país por um namorado judeu que, além de muito hipócrita, a menosprezava. Sempre que tenta se divertir, acaba ficando de babá da melhor amiga, Caroline (bêbada convicta). Norah acha que o amor não é algo para alguém fria e insensível como ela.

Ambos são inteligentes, sarcásticos, adoradores do humor-negro e do rock’n’roll.

Em uma noite (com MUITA música) eles se encontram, se desencontram, se reencontram e, no meio disso, eles também acham aquilo que todos parecem passar a vida procurando: o amor.



 

Uma Noite de Amor e Música é o tipo de livro que se lê em uma noite (ou uma manhã, ou uma tarde, ou seja, em uma sentada só;). É rápido –afinal, toda a história se passa em uma única noite –, divertido e dinâmico.


O livro é narrado por Nick e Norah, alternadamente. Isso deixa a história mais completa, pois vemos o que acontece do ponto de vista de cada um. Cada acontecimento toma proporções diferentes para cada um deles, cada cena tem um sentido diferente, e dessa forma os autores conseguem mostrar a verdadeira confusão que é a mente de um adolescente (e como, mesmo em meio a tal caos, tudo se resolve!). Além dessa dupla narração, as referências artísticas são muito boas (você as entendendo ou não – google tá aí para isso).


Norah não é um tipo de protagonista fácil de se encontrar por aí. Eu diria que ela é real demais para estar em um livro. Rachel Cohn conseguiu criar uma personagem que faz muita merda, tem idéias absurdas, é menos hipócrita do que o normal, não é sensível, não é meiga, cede facilmente aos seus impulsos sexuais (o que reforça sua condição adolescente) e ainda assim é completamente maravilhosa! Norah é nerd, culta, boba, ingênua, muito engraçada, diferente, um patinho feio na lagoa errada, uma ótima amiga e, para variar, ela só quer dar um jeito na vida dela. Consertar o que está errado que a impede de ser feliz.


Nick é emo, baixista de uma banda de rock gay (sim, ele é o único hétero), idiota, ingênuo, corno, engraçado, sarcástico, inteligente, bonzinho demais e lerdo. Ele também é um personagem mais próximo da realidade do que o que costumamos ler por aí.

Eles não se apaixonam num passe de mágica, nem à primeira vista e não há um vilãozinho(a) para atrapalhar o romance deles. Eles são seus próprios vilões, tramando contra si mesmos, exatamente como na vida real. Os problemas estão em nós, e cabe a nós entender isso e dar um jeito na situação. Mesmo o livro todo se passando em apenas uma noite, acontecem coisas suficientes para que eles se conheçam e saibam o quanto um precisa do outro – ou não. Você não fica, em momento nenhum, com a sensação de que mais tempo deveria ter se passado. Dá para compreender como a noite foi longa e... frutífera.


O que eu mais gostei nesse livro foi a sinceridade. Os autores não tentaram maquiar a história, não tentaram forçar um romance. Tem muito desentendimento, muitos desencontros, e boa parte da noite a conexão de Nick e Norah é apenas física, com um quê de curiosidade. Eles sentem que há algo a mais ali para ser descoberto, como um chamado, uma alma seduzindo a outra. É um romance digno das quatro estrelinhas sorridentes das Sandiegirls.


Editando: o livro virou um filme, em 2008, dirigido por Peter Sollett, estrelando Michael Cera (Juno), Kat Dennings (O Virgem de 40 Anos, Na Trilha da Fama), Aaron Yoo, Ari Graynor e Alexis Dziena.


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Resenha por Isadora C.


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