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A Lista dos Desejos

Posted by San Diegirls on March 17, 2010 at 5:08 PM Comments comments (0)



Título: A Lista dos Desejos (The Wish List)

Autor(a): Eoin Colfer

Editora: Record

Número de páginas: 286



Meg Finn teve uma adolescência atípica. Depois de passar por maus momentos em vida, a menina ainda se deparou com uma situação muito esquisita quando morreu: ela descobriu ser um caso raro de total equilíbrio entre o bem e o mal, ou seja, não pode ir para o Inferno nem para o Céu sem antes cumprir uma importante missão. Para ganhar suas asas, Meg precisa ajudar a última pessoa a quem tentou prejudicar – Lowrie McCall – a realizar sua lista de desejos. Para atrapalhar a jovem heroína, Belzebu manda Belch Brennan, o responsável pela morte de Meg. Enquanto São Pedro e Belzebu decidem quem fica com a alma de Meg, ela e Lowrie tentam superar os diversos obstáculos que os separam de seus objetivos.

 



Quem já leu algum livro de Eoin Colfer conhece seu estilo irônico. Pois em A Lista dos Desejos, essa ironia foi elevada ao máximo – Meg, Lowrie, São Pedro, Belzebu, e Myishi a usam bastante, o que dá ao livro um ar de humor,que poderia ser perdido por outro autor em um livro que trata de Céu e Inferno. Mas Colfer não só consegue ser irônico, ele o faz bem e convence o leitor de que é tudo uma grande brincadeira - até que as coisas ficam sérias.


Pegue uma adolescente recém-falecida que descobre que está presa a um velho rabugento pra poder ganhar sua entrada pro Céu; o tal velho,que não quer a ajuda dela; e uma disputa entre Belzebu e São Pedro pra ver quem fica com a alma de Meg – não que ela tenha algo de especial, mas só pela disputa mesmo; e acrescente fortes personalidades em todos os personagens (exceto Brennan – mas ele não precisa de uma personalidade nessa história).Você fica com uma mistura um tanto explosiva, digamos.


Mesmo com um final um tanto previsível, é um livro muito interessante. Porque às vezes o que importa não é o que aconteceu no fim, mas sim como os personagens chegaram lá. E esse é um desses casos.

 

Filme sugerido: Antes de Partir, com Morgan Freeman e Jack Nicholson. Uma história não tão parecida, mas que também envolve uma “lista de desejos”, embora não haja nada sobrenatural no filme.

 



Resenha por Ana Carla

Artemis Fowl - O Paradoxo do Tempo

Posted by San Diegirls on January 12, 2010 at 12:02 PM Comments comments (3)



Título: Artemis Fowl – O Paradoxo do Tempo

Autor(a): Eoin Colfer

Número de páginas: 415

Editora: Galera Record

 

  Angeline Fowl, mãe do incrível menino prodígio do crime, contraiu uma doença potencialmente fatal. A única cura possível é o fluido cerebral de uma raça de lêmures cuja extinção foi, infelizmente, causada pelo próprio Artemis... Agora ele terá que convocar os amigos do Povo das Fadas para ajudá-lo a voltar no tempo e salvar o animal. E, como se esse desafio já não fosse o suficiente, ele ainda terá que enfrentar um adversário à sua altura: ele mesmo, aos 10 anos.

 



  Como alguém que acompanha Artemis desde o primeiro livro, devo dizer que fiquei agradavelmente surpresa com O Paradoxo do Tempo. Porque os dois primeiros livros, O Menino Prodígio do Crime e Uma Aventura no Ártico, são geniais; no primeiro, com o jogo virando a cada capítulo, e fazendo o leitor torcer ora por Artemis, ora pelas fadas; no segundo, com a união dos inimigos para combater um mal maior. Os livros seguintes, no entanto, pareceram um pouco forçados – com a possível exceção de A Vingança de Opala, porque ela é possivelmente a vilã mais lunática e engraçada que conheço.


  O Paradoxo do Tempo me levou de volta ao início. Não pela viagem no tempo em si, mas pela trama cheia de reviravoltas e ação, com uma leitura rápida porque não se quer parar de ler, e um Artemis de 10 anos como bônus. Como não poderia faltar também, Palha aparece como sempre, fazendo rir nos momentos de tensão e salvando o dia quando menos se espera vê-lo (e desde que tenha uma recompensa à altura). Além disso, há uma emocionante participação especial do Comandante Raiz.


  O mais engraçado de se ver no livro é Artemis tentando enganar Artemis. O Artemis mais velho sofrendo para se colocar no lugar de seu “eu” mais novo, e o Artemis jovem sem saber que está concorrendo consigo mesmo. Por vezes, um leva a melhor sobre o outro só para ser batido no minuto seguinte, deixando a história dinâmica. Qual dos Artemis vai levar a melhor – aquele que está tentando resgatar o pai e não tem nenhum escrúpulo sobre como fazer isso, ou o que está tentando salvar a vida da mãe, mas se importa com os métodos, chegando a se arrepender de mentir para Holly?


  Claro, como a maioria dos livros que mexe com viagens temporais, há momentos meio confusos, e momentos em que parece que Colfer entrou num beco sem saída ao quebrar algumas regras clássicas – não deixar que seu “eu” passado o veja, por exemplo. Mas à medida que o livro chega ao final, tudo vai se resolvendo – afinal de contas, é o passado. Portanto, já aconteceu, e não há nada que vá mudar isso.


  Com um final inesperado, O Paradoxo do Tempo explora bem seu nome – a história acontece porque eles voltam no tempo, mas eles voltaram no tempo porque a história acontece. Isso basta para qualquer nerd que gosta das teorias de Einstein ler o livro.

 

 Resenha por Ana Carla


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