San Diegirls

O Blog Mágico de San Diego

Blog

Suzanne Collins fala sobre o roteiro de Jogos Vorazes

Posted by San Diegirls on December 11, 2010 at 10:10 PM Comments comments (0)

Uma garota corajosa de 16 anos reina nas listas de mais vendidos esses dias - Katniss Everdeen, a estrela da trilogia Hunger Games, de Suzanne Collins. O primeiro livro da série (Jogos Vorazes) sozinho vendeu mais de 2,9 milhões de cópias e passou mais de 100 semanas consecutivas na lista de mais vendidos do New York Times. Collins imaginou a história alguns anos atrás enquanto mudava entre canais de TV e imagens de reality shows e a guerra do Iraque se uniram em sua mente.


O mundo distópico de seus livros mostra um governo que faz o que for necessário para controlar seus cidadãos, até mesmo realizar uma loteria anual que coloca os azarados ganhadores - todos crianças - uns contra os outros, lutando até a morte numa arena ao ar livre enquanto o país inteiro assiste pela TV.


Collins, que recebeu críticas pela violência entre crianças nos três livros, responde destacando a poderosa mensagem antiguerra da história. Ela também nota que nem todos vêem os livros como histórias de guerra. "Pessoas vêem os livros de maneiras diferentes - como romance, distopia, ação, política. Então parece haver mais de um caminho no enredo."


Se de alguma maneira você ainda não tiver ouvido sobre Katniss e seus companheiros do Distrito 12, você ouvirá em breve. Agora que os livros terminaram (com a publicação de Mockingjay nos EUA em agosto), todos os olhos estão voltados para os filmes. O primeiro, que será dirigido por Gary Ross (Seabiscuit, Pleasantville), não sairá antes de 2012, mas os fãs já discutem fervorosamente sobre quem deveria ser Katniss na tela grande - Kaya Scodelario? Alexandra Daddario? Emma Watson? Felizmente, Collins, uma roteirista experiente com vários programas infantis em seu currículo, escreveu o rascunho do roteiro e diz que a Liosngate, que tem os direitos sobre os filmes, "estabeleceu um diálogo comigo, me fazendo sentir que minha opinião é valiosa e bem-vinda."


"Obviamente, você tem que tirar algumas coisas," ela diz sobre o processo, "mas é mais que uma questão de condensação. Você quer preservar a essência enquanto faz o filme ser independente. É uma arte."


Fonte: EW.com


Traduzido por Ana Carla

Mockingjay

Posted by San Diegirls on September 8, 2010 at 11:10 PM Comments comments (0)



Título: Mockingjay

(Hunger Games #3. OU SEJA, SPOILER PARA QUEM NÃO LEU OS DOIS PRIMEIROS)

Autor(a): Suzanne Collins

Editora: Scholastic

Número de páginas: 400


Depois de escapar da arena com vida (pela segunda vez), Katniss é levada para o Distrito 13, que todos pensavam ter sido destruído durante a primeira guerra contra a Capital. Lá, ela tem que decidir se será ou não o Mockingjay, o símbolo da revolução, que incentiva e leva esperança aos rebeldes de diversos distritos. E Peeta ainda está sob o domínio da Capital, talvez preso, sendo torturado, ou talvez já tenha sido executado. Nesse meio tempo, a guerra já começou, e todos têm que decidir de que lado estão.


Gostaria de dar um milhão de estrelas pra série, mas você entende o sentimento pela frase dessa imagem.


 

 

Ah, Mockingjay. Como esperamos por você. A contagem regressiva, as noites passadas discutindo possíveis acontecimentos e outras teorias, os surtos com toda e qualquer notícia que saía, as ameaças à integridade física da Suzanne Collins caso ela matasse certos personagens neste livro. Tudo que é normal enquanto se espera o final de uma série perfeita. Bons tempos.

 

E o livro final não decepcionou. Apesar de ter uma guerra acontecendo, Katniss não perdeu sua personalidade, continuando sensível às mortes, tanto de rebeldes quanto de aliados da Capital, mas ainda é forte o bastante para fazer o que é preciso, e continua impulsiva. Gale passa a ter uma importância maior, assim como Prim e a Sra Everdeen.

 

O ritmo desse livro é ainda mais rápido que os dois primeiros, já que a revolução está acontecendo em praticamente todos os distritos, sendo liderada pelo 13. Sempre que pensamos que não pode acontecer mais nada, acontece. Suzanne já provou antes que não tem medo de sacrificar ninguém pelo bem da história, e com seu histórico familiar (seu pai, tio e avô participaram de guerras), temos um retrato realista de uma batalha, inclusive com as implicações políticas e econômicas, ainda que de leve.

 

As imagens evocadas pela narrativa são impressionantes, lindas, trágicas, realistas, sonhos. É um bom final para uma série ótima. Sim, Hunger Games deixará saudades; mas o fato de que ao terminar Mockingjay vem uma vontade enorme de reler Jogos Vorazes significa que não esqueceremos a história de Katniss tão cedo.


Sem falar que ainda teremos a publicação aqui no Brasil, então sempre haverá um motivo para revisitar os livros! Todo mundo do olho na Rocco pra saber quando lançarão o próximo...


Resenha por Ana Carla

Catching Fire

Posted by San Diegirls on September 6, 2010 at 11:11 AM Comments comments (0)



Título: Catching Fire

(Hunger Games #2 – ou seja, SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU O PRIMEIRO)

Autor(a): SuzanneCollins

Editora: Scholastic

Número de páginas: 391


Depois de tudo que aconteceu em Jogos Vorazes, Katniss gostaria que o mundo esquecesse dela. Seu ato desesperado com as frutas venenosas foi visto como um desafio à autoridade da Capital, e antes mesmo de começar o tour dos ganhadores (a primeira vez na história em que dois tributos sobreviveram), o presidente Snow faz uma visita a ela, para alertá-la do perigo de continuar com suas “atitudes rebeldes”. Segundo ele, ela deu início a um descontentamento em alguns distritos, que deve ser eliminado por Katniss durante o tour. Quando o Quarter Quell é anunciado, tudo fica ainda mais complicado. Será que nem como vencedora dos Jogos Katniss vai conseguir viver em paz?




 

Os Jogos ficaram para trás, e Katniss conseguiu sobreviver. Não somente ela, mas Peeta também está de volta ao Distrito 12. A família dela não precisa mais se preocupar com comida, já que como vencedora dos Jogos, Katniss agora faz parte da elite do Distrito 12, mora em uma casa melhor, e não precisa mais caçar para sobreviver. Final feliz, certo? Errado. Nunca subestimem Suzanne Collins.

 

Eles sobreviveram, sim, mas contra a vontade dos Gamemakers e do presidente. Isso é um desafio à autoridade da Capital, e eles devem ser punidos. Por isso, Katniss deve fazer o possível e o impossível para provar que agiu em um momento de desespero, por amar Peeta, e com isso diminuir os rumores de revolta nos distritos.

 

O segundo livro da série continua algum tempo depois do fim do primeiro, e segue no mesmo ritmo. Exceto por alguns momentos no começo, não há cenas paradas ou sem tensão. Talvez seja ainda mais tenso do que o primeiro, com esses rumores de revolução. E Suzanne continua fazendo você gostar de um personagem, para depois sofrer com o que acontece a ele.

 

Há alguns personagens novos bem interessantes, como alguns ganhadores de Jogos passados, que nos fazem perceber que ninguém sai dos Jogos sem mudanças. Haymitch não é exceção, mas mais provavelmente a regra; todos precisam de uma maneira de lidar com o que aconteceu na arena.

 

Com um final um tanto cruel para os leitores, Catching Fire deixa você desejando mais. Ainda bem que Mockingjay já foi lançado, ainda que só lá fora!


Infelizmente, ainda não há previsão de quando Catching Fire será lançado aqui no Brasil.


Resenha por Ana Carla

Jogos Vorazes

Posted by San Diegirls on June 11, 2010 at 1:05 PM Comments comments (0)



Título: Jogos Vorazes (The Hunger Games)

Autor(a): Suzanne Collins

Editora: Rocco

Número de páginas: 400


Nas ruínas de um local anteriormente conhecido como América do Norte, está a nação de Panem, uma Capital brilhante rodeada por doze distritos. A Capital é dura e cruel, e mantém os distritos na linha forçando-os a enviar um casal de adolescentes uma vez por ano para participarem dos Jogos Vorazes, uma luta até a morte transmitida ao vivo pela TV.


Katniss é uma garota de 16 anos que mora com sua mãe e irmã no distrito mais pobre de Panem. Quando sua irmã de 12 anos é escolhida para ser uma participante dos Jogos, Katniss se oferece para substituí-la; ela encara esse fato como uma sentença de morte. Mas Katniss já esteve bem perto da morte antes - e sobreviveu.




 

 

Jogos Vorazes é o tipo de livro que não me atrai só pela sinopse – 24 adolescentes lutando pelas suas vidas, survivor-style, sabendo que só um deles sobreviverá no fim? Eu, como uma pessoa que se apega a personagens mais do que seria saudável, penso logo no meu sofrimento ao ver algum deles morrer. Porém, uma vez que você começa o livro, simplesmente não dá mais para parar. Suzanne Collins escreve de tal maneira que o livro nunca fica parado, ou mesmo tranquilo. Desde o começo, Katniss está em perigo. Ela sabe que tem grandes chances de ir para os Jogos. E ela costuma caçar para alimentar sua família, e isso é proibido pela Capital – logo, ela está constantemente correndo risco de vida, já que a caça tem pena de morte.

 

Katniss é uma heroína que merece ser chamada assim. Ela é forte o bastante pra tornar-se líder e provedora de sua pequena família ainda criança, quando seu pai morreu, sua mãe não suportou a dor e sua irmã era jovem demais para fazer algo quanto a isso. É forte o bastante pra sacrificar qualquer coisa – qualquer coisa mesmo – pela irmã. E mesmo assim, parece realista. Ela tem suas falhas também, não é perfeita. Mas se alguém reclamar de heroínas fracas e sem personalidade em YA mais uma vez pra mim, simplesmente apresentarei Katniss.


Assim como Kat, os outros personagens também parecem reais – e sim, você acaba se apegando aos outros tributos. É inevitável, e também emocionante.


Os Jogos, por sua vez, são cruéis. Não dá pra não lembrar dos nossos reality shows. Pegue um reality atual, adicione uma guerra e uma sociedade dessensibilizada (que a nossa está próxima de ser), e líderes sádicos, e pronto: a realidade de Panem não parece mais tão distante da nossa.

 

E,como a maioria dos livros YA por aí, tem algum romance. Mas aqui ele não só não é o foco principal do livro, o romance também passa a ser estratégia de sobrevivência. Ainda é fofo o bastante pra fazer as leitoras se apaixonarem pelo interesse amoroso, mas nunca se sabe se é real ou somente uma questão de estratégia. Principalmente considerando que vemos tudo pelo ponto de vista de Katniss, que desconfiava de tudo e de todos antes mesmo de entrar nos Jogos.

 

Jogos Vorazes é, exatamente como nossa imagem das cinco estrelinhas sorridentes diz, um livro que fica na sua mente por semanas. Imaginando possíveis consequências para o final do livro. Pensando nos personagens. Imaginando a Capital e os Distritos. Relembrando alguns acontecimentos-chave. Portanto, uma dica: leia quando estiver com o tempo um pouco vago. Porque você não vai querer parar antes de acabar o livro.


Resenha por Ana Carla

 

O Grito da Terra do Gelo

Posted by San Diegirls on May 21, 2010 at 11:03 AM Comments comments (0)



Título: O Grito daTerra do Gelo

Autor(a): Stuart Hill

Editora: Rocco

Número de páginas: 501


 Thirrin é uma jovem que está prestes a fazer 14 anos. Ela não aguenta mais esperar –afinal, essa é a maioridade no país dela. E ela é a princesa. O que quer dizer que ela poderá passar mais tempo em caças e exercícios de guerra, o que ela ama, e menos tempo estudando com seu preceptor, o que ela considera tedioso e inútil. No entanto, quando seu reino é atacado pelo poderoso Império Polipontino, e seu pai é derrotado em batalha, ela terá que contar não só com suas habilidades guerreiras, mas também com estratégia e diplomacia para conseguir que seu reino continue livre. Tendo somente o inverno como aliado, ela tem que convencer seus vizinhos da Terra-dos-Fantasmas a cederem ajuda, ou eles também serão dominados por Polipontus...


3 estrelas

 

À primeira vista, O Grito da Terra do Gelo não me pareceu um livro tão interessante. Uma rainha de 14 anos liderando uma batalha gigantesca? Mas o livro me conquistou depois de alguns capítulos – Thirrin é uma personagem interessante, com seus pontos fortes e fracos, e uma relação ótima com o pai e as outras pessoas do reino. Além disso, ela, diferentemente dos outros soldados do reino e até mesmo de seu pai, tem a habilidade de confiar em seres diferentes dela. Isso é essencial num país que tem fronteiras com a Terra-dos-Fantasmas – que tem esse nome por um motivo. E essencial também se ela quiser ter alguma chance contra o Império.


Aliás, é possível estabelecer comparações entre o Império Polipontino e o Império Romano da antiguidade: eles vêm conquistando todos os países em seu caminho sem maiores dificuldades. E a Terra do gelo, sendo um país pequeno cercado de inimigos, parece uma presa fácil. Mas enquanto o Império lembra Roma, o general Scipio Bellorum lembra Napoleão. Nunca desiste, e quer anexar tantas terras quanto possível ao Império. E corre o risco de perder a guerra pro inverno.

 

No meio dessa batalha, temos seres sobrenaturais de todos os tipos. Vampiros, lobisomens, bruxas, animais inteligentes e falantes, espíritos da natureza, todos estão representados lá. Cada um tem sua cultura diferenciada, e sua personalidade, o que acaba sendo uma mistura muito interessante quando Thirrin tem que buscar ajuda e tentar unir todos os povos isolados da Terra-dos-Fantasmas.

 

Também temos Oskan, o filho-da-bruxa, que Thirrin conhece no meio de uma floresta, após uma caçada, e que ganha a confiança da jovem rainha. É um dos personagens mais racionais do livro, juntamente com o preceptor deThirrin, Maggiore Totus. Os dois são a voz da razão para a impulsividade que é a princesa.

 

O livro é meio parado em alguns pontos, mas vale a pena continuar a leitura. Thirrin tem algumas atitudes e diálogos que são hilários, e em outros momentos nós chegamos a esquecer a pouca idade dela, quando toma decisões mais maduras do que é esperado.

 

O livro é o primeiro de uma trilogia, mas é o único lançado no Brasil até agora. Os outros se chamam Blade of Fire (lançado em 2006 lá fora), e The Last Battle of the Icemark (lançado em 2008 lá fora).

 


Resenha por Ana Carla


Categories