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Morto At? o Anoitecer

Posted by San Diegirls on January 27, 2010 at 8:16 PM Comments comments (0)




Título: Morto até o anoitecer

Autor(a): Charlaine Harris

Editora: Ediouro

Número de páginas: 316


Sookie Stackhouse é uma garçonete que tem o poder de ler mentes. Seu dom é a origem de vários problemas, pois sempre acaba sabendo mais do que gostaria sobre as pessoas que a rodeiam. Exceto por Bill Compton, o primeiro vampiro a aparecer em Bon Temps, cuja mente ela não consegue ler – assim como a de outros vampiros. Quando suas vidas se cruzam, descobrirão que não há volta... A aparição de um assassino em série na calma Bon Temps ao mesmo tempo em que vampiros começam a frequentar a cidade inicia uma caça às bruxas – e Sookie tenta provar que Bill não tem nada a ver com os assassinatos, que foram cometidos por um humano...

 



Meu primeiro instinto, tendo assistido a série da HBO antes de ler o livro, é comparar a versão escrita com a versão televisiva – e o que me surpreendeu foi o fato de serem incrivelmente semelhantes. A adaptação foi bem fiel ao livro, pelo menos na primeira temporada, exceto por um ou dois personagens, e pelo final ligeiramente diferente – mas é o bastante sobre a série, já que o foco aqui é o livro.

Sookie é uma personagem interessante. Ela tenta ser forte, mesmo quando todos esperam que ela não seja, e ainda mais quando tem que lidar com vampiros, que devem vê-la como uma criança inexperiente devido à sua visão relativamente positiva do mundo. Ela tem alguma dificuldade em aceitar o fato de que vampirismo não é causado por um vírus (como os morto-vivos têm divulgado desde que se tornaram capazes de viver em sociedade com os humanos).

Entre os vampiros, como esperado, Bill e Eric se destacam. Bill tenta viver em sociedade, e é um personagem bem consistente. Ele foi transformado no período da guerra civil americana, e age de acordo com os costumes da época, na maioria das vezes. Já Eric não faz questão de ser bom com os humanos, apesar de empregá-los no Fangtasia, bar de que é dono.

Intrigante também é ver os vampiros “saindo do caixão” – deixando seu status de mito, que lhes garantia alguma proteção, para o de “ser consciente”, mesmo que não estejam exatamente vivos. Passam a pagar impostos, e a ter direitos na sociedade. Numa comunidade que ainda tem muito preconceito contra negros e homossexuais, adicionar vampiros à mistura certamente causa uma grande controvérsia. São os primeiros a serem acusados de qualquer crime, por exemplo. Sofrem perseguições e atentados dignos da Ku Klux Klan.

É um livro que lhe prende à história, não tem um final previsível (exceto, claro, se a pessoa já tiver visto o seriado. Mas não vem ao caso) e tem bastante ação, sempre acontecendo algo diferente. Perto do final do livro, dá vontade de dar férias à Sookie, depois de tudo que acontece com ela. E definitivamente dá vontade de ler o próximo, o que é sempre um bom sinal.

 

Resenha por Ana Carla

Uma Vida Interrompida

Posted by San Diegirls on December 29, 2009 at 9:11 PM Comments comments (1)


Título: Uma Vida Interrompida - Memórias de um anjo assassinado

Autor(a): Alice Sebold

Editora: Ediouro

Número de páginas: 353


Susie Salmon (igual ao peixe!) tinha 14 anos quando foi assassinada por um vizinho. Do céu, acompanha o dia a dia de sua família e amigos, observando o modo como lidam com sua falta e continuam a viver. Também observa seu assassino, e o modo como ele consegue agir naturalmente mesmo com o pai da menina de quem ele tomou a vida. Com o passar do tempo, Susie percebe que ela também deve lidar com sua morte, e superar os vivos - o que lhes dará maior paz de espírito.



Susie Salmon era uma menina normal de 14 anos. Até o dia em que foi estuprada e assassinada por um vizinho enquanto voltava da escola. Com esse início, dá pra deduzir que será uma história triste, comovente, e com lições estilo não-ande-sozinha; e ao mesmo tempo não é. Sim, é triste, e sim, dá vontade de chorar em uns pontos, principalmente em momentos em que o pai de Susie lembra dela, e se recusa a aceitar a morte da filha, já que nunca encontraram um corpo. O livro tem um começo muito forte, com Susie narrando o crime e as reações das outras pessoas vivas, família e amigos, e descrições do ‘paraíso’ de Susie, onde ela tem novos amigos e assiste todos os acontecimentos na Terra.


Ela acompanha o luto de todos, e se sente impotente quando por vezes não pode ajudá-los. Acompanha Ruth, a amiga de colégio que Susie toca ao sair do corpo, antes de ser puxada para o paraíso. Acompanha Ray, o garoto por quem era apaixonada. E tudo isso é muito emocionante – até um ponto. Chega um ponto no livro em que os vivos começam a superar sua morte; mas Susie não supera, e continua seguindo-os. É aí que senti que o livro perdeu um pouco a direção. Talvez porque eu esperasse algo diferente do livro, talvez porque é assim que Susie se sente, talvez porque realmente o livro perca um pouco da graça. Mas pra mim, foi difícil continuar a ler.


O final é mais interessante, não muito previsível, mas ainda não tão interessante como o começo. E teve um detalhe que eu não gostei, pois esperava algo completamente diferente – mas não vou especificar aqui por ser spoiler. Mas ainda recomendo o livro, e o filme quando estrear (que por aqui ganhou o nome de “Um Olhar Do Paraíso” – agora me diz por que esse não podia ser o nome do livro também? Aí quem sabe eu lembraria com mais facilidade.). O trailer está muito bonito, e Peter Jackson na direção já vale conferir.


Livros semelhantes: Se Eu Ficar – Gayle Forman, Os 13 Porquês – Jay Asher, Sorte - Um Caso de Estupro (Autobiográfico) – Alice Sebold.

 

Resenha por Ana Carla

 

 

 

 

 

 


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