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Aura Negra

Posted by San Diegirls on May 18, 2010 at 12:13 PM Comments comments (0)



Título: Aura Negra

Autor(a): Richelle Mead

Editora: Nova Fronteira

Número de páginas: 304


Quem leu minha resenha de O Beijo das Sombras sabe o quanto eu sou fã dos livros da Richelle. Aura Negra não decepciona. Continuando a saga da Academia de Vampiros, o livro traz alguns personagens novos e uma dose extra de drama.


Após um ataque Strigoi à Academia São Vladimir, os alunos são enviados a um hotel especial, para curtirem as férias de inverno. A princípio, o que era para ser uma viagem divertida acabou por se tornar um festival de horrores. Política, ganância, traições...


Agora Rose não consegue controlar suas “visitas” à mente de Lissa, o que acaba levando-a a ver mais do que pretendia do relacionamento da amiga com Christian. Mason, seu amigo dhampir, está perdidamente apaixonado por ela. Seu grande amor, Dimitri, não consegue prestar atenção em outra coisa que não seja Tasha, a tia de Christian. E o sobrinho preferido da rainha Tatiana, Adrian, um bêbado mimado, também parece ter um certo interesse em Rose.


O festival de horrores começa com os problemas de saúde de Lissa, que envolvem seus dons mágicos, e acabam com alguns Strigoi, que conseguem quebrar a segurança dhampir e sequestrar três adolescentes.


Enquanto em O Beijo das Sombras a história foca mais na amizade entre Rose e Lissa, Aura Negra pende mais para o lado romântico. É difícil não se apaixonar por Dimitri. E por Christian. E por Adrian. E para completar a diversão, tem a questão mágica. Dessa vez não é Lissa a única com poderes fora do comum em São Vladimir. Enquanto Lissa vai perdendo pouco a pouco sua sanidade, e Rose a sua bondade, outras pessoas vão ganhando outros poderes, mágicos ou não.


3 estrelinhas para a Richelle Mead. E passar bem!


3 estrelas

 

Resenha por Isadora Cal

Fazendo Meu Filme 2 - Fani na Terra da Rainha

Posted by San Diegirls on May 7, 2010 at 2:52 PM Comments comments (1)



Título: Fazendo Meu Filme 2 – Fani na Terra da Rainha

Autor(a): Paula Pimenta

Editora: Autêntica (selo Gutenberg)

Número de páginas: 326


Sequência de Fazendo Meu Filme (duh), resenhado semana passada aqui no SD, Fani na Terra da Rainha traz exatamente isso, o intercâmbio de Fani na Inglaterra. (E se você não leu o primeiro, essa resenha contém SPOILERS). Desde a chegada no aeroporto, conhecer a nova família, até as crises de saudade, vontade de voltar pro Brasil... Pra completar, ficar um ano longe de Leo justo quando os dois finalmente se entenderam parece ser totalmente injusto e completamente impossível.  Por outro lado, a Inglaterra é muito interessante pra passar tão pouco tempo, e a família inglesa de Fani parece amá-la antes mesmo de vê-la.


O segundo livro segue a idéia e a linha do primeiro, que também foi centrado no intercâmbio – apesar do foco diferente, no primeiro vemos as reações das pessoas que ficariam no Brasil, e nesse vemos as reações de Fani ao chegar num local estranho, sem entender direito o que as outras pessoas falam, e sem ninguém conhecido por perto.

Ele também é escrito de um jeito tão sincero que você consegue sentir o mesmo que Fani, na maioria das vezes – e pra alguém que sempre quis fazer intercâmbio como esta que vos escreve, é divertido viver isso através do livro.


Os personagens continuam consistentes, e a relação entre as amigas mesmo à distância por um ano não se altera tanto; na verdade, uma das conversas via MSN foi tão parecida com as que eu tenho, que esperei um emoticon do Hitler aparecer a qualquer momento (Fani tava levando bronca, hehe. Isso pede um emote do Hitler nas minhas conversas). Gabi e Natália, as melhores amigas do primeiro livro, continuam sendo as melhores amigas no segundo. Não é porque estão longe que isso diminui.


Os pais ingleses, Julie e Kyle, são gentis e compreensivos; a irmã inglesa, Tracy, é animada e tenta não deixar Fani sentir tanta saudade de casa; os irmãos ingleses (Teddy e Tom) são adoráveis. Os amigos ingleses são ótimos. Mas todos são realistas, cometem erros, assim como Fani também. Afinal,é a Inglaterra, e não um reino de contos de fadas – deve haver algum drama para a história se desenvolver. E, bem, a Inglaterra é um bom lugar para drama.


E o fim do livro, além de fofo e cinematográfico (oi, é de Fani que estamos falando, ela ainda é viciada em filmes), não deixa muitas questões pendentes. Agora é esperar pelo 3 e viver um filme com Fani novamente!


4 estrelas


Resenha por Ana Carla

 


Fazendo Meu FIlme - A Estreia de Fani

Posted by San Diegirls on April 29, 2010 at 1:08 PM Comments comments (5)



Título: Fazendo Meu Filme – A Estreia de Fani

Autor(a): Paula Pimenta

Editora: Autêntica (selo Gutenberg)

Número de Páginas: 329


Fani é uma adolescente normal, viciada em filmes, que mora em Belo Horizonte. Tem seus amigos, estuda, vai ao clube, etc. Até que sua mãe resolve marcar uma entrevista pra ela em um programa de intercâmbio. E ela passa na seleção. O que significa que vai passar um ano em intercâmbio na Inglaterra! Mas o primeiro livro trata não da Inglaterra, e sim de quem fica...A reação de suas amigas, a preparação e a relutância da própria Fani em deixar o Brasil pra trás por um ano inteiro. Ainda mais quando suas amigas insistem que um amigo na verdade deseja mais que amizade...




Imagine a Meg Cabot. Pense naquele livro dela que faz você ler direto, sem vontade de parar (pra mim, é Avalon High, mas não vem ao caso). Pensou? Agora imagine que ela é brasileira, e o livro se passa aqui. Pronto, é uma boa noção do que se sente lendo Fazendo Meu Filme.


Fani (ou Estefânia, como ela odeia ser chamada – e não a culpo) poderia ser alguém que você conhece do colégio, ou faculdade, ou uma vizinha. Uma garota um pouco reservada, que prefere chamar todos os amigos pra assistir DVDs a sair pra balada, e que tem poucos amigos, porém todos são ótimos e leais. O melhor amigo, Leo, é um fofo que gosta de gravar CDs pra dar de presente, e está sempre lá para o que ela precisar. Gabi e Natália são o tipo de amigas que, se você liga chorando pra elas, elas não só te consolam pelo telefone, como também vão na mesma hora até sua casa pra poder te dar um abraço e dizer que tudo vai ficar bem. E que te chamam a atenção quando você tá fazendo algo que não deveria.


A leitura é rápida e, apesar de Fani levar o livro inteiro pra perceber algo que fica relativamente claro pro leitor desde o começo, isso é acreditável. É só o jeito dela mesmo. A história é contada pelo ponto de vista de Fani, e além da narração, tem pedaços em formato de email, bilhetinhos passados em classe, conversas de MSN... Afinal, não vivemos só de conversas reais, né?


Outro ponto interessante é que, na abertura de cada capítulo, tem um trechinho de algum filme relacionado com o que acontece no capítulo. Quem é viciada em filmes como Fani já sente o drama ou o frio na barriga antes mesmo de começar o capítulo!


O que nos leva a outra coisa muito legal e uma dica: o site do livro tem todos (quase – alguns em breve estarão lá) esses trechinhos de filmes, e também as músicas dos CDs de Leo e Fani. Vale a pena ler os capítulos que têm os CDs ouvindo as músicas no site.

 


Resenha por Ana Carla

Calafrio

Posted by San Diegirls on April 23, 2010 at 3:47 PM Comments comments (9)

Título: Calafrio (Shiver, Os lobos de Mercy Falls #1)

Autor(a): Maggie Stiefvater

Editora: Agir

Nº de páginas: 336

Por anos, Grace observou os lobos na floresta atrás de sua casa. Um lobo de olhos amarelos – seu lobo – é uma presença assustadora que ela parece não conseguir viver sem. Enquanto isso, Sam tem levado duas vidas: no inverno, a floresta congelada, a proteção do bando, e a companhia silenciosa de uma menina corajosa. No verão, alguns preciosos meses como humano... até que o frio o faça se transformar de novo.

Agora, Grace conhece um rapaz de olhos amarelos cuja a familiaridade lhe tira o fôlego. É o seu lobo. Tem que ser. Mas como o inverno se aproxima, Sam precisa lutar para permanecer humano – ou arriscar perder a si mesmo, e Grace, para sempre.¹

 

Calafrio é o tipo de livro que, se virar filme, vai ser o próximo Crepúsculo. Se você não é fã de Stephenie Meyer, no entanto, não se preocupe! Calafrio não é mais uma tentativa de ser Crepúsculo, e nem sequer retrata vampiros. E se você acha que Sam, ou qualquer outro lobo do livro, tem alguma semelhança com os lobinhos quileutes, você está redondamente enganado.

 

Calafrio é, basicamente, uma história de amor. Talvez você possa considerá-lo uma história de amor proibido. Mas o que de fato impede o casalzinho de ficar junto e ser feliz para sempre não é nenhum vilão parente de Sauron; é uma questão natural. No livro, um lobisomem “nasce” ao ser mordido por outro lobisomem. Daí em diante, ele se transforma nas épocas de frio, e volta a ser humano quando faz calor. Mas isso não dura para sempre. Com o passar das estações, eles vão passando mais tempo como lobo e menos tempo como humano, até que se tornem permanentemente lobos.

 

Grace, quando pequena, enquanto brincava no quintal de sua casa, foi atacada por lobos. Ela ia ser morta, comida, mas não resistiu. Por alguma razão, ela gostava dos lobos. Então um dos lobos, um de olhos amarelados, achou estranho que alguém prestes a ser comido não estivesse aos berros, e resolveu olhar mais de perto. Preciso falar que rolou aquela troca de olhares acabei-de-enxergar-sua-alma? O lobo em questão então arrastou Grace para longe, salvando-a. Desde então, Grace é obcecada por lobos.

 

Um dia Grace reconhece Sam, por causa dos tais olhos amarelos. Eles iniciam uma amizade, que mais rápido do que você imagina vira um romance (ah, eles já são apaixonados um pelo outro desde pequenos, para que a enrolação?) e tudo são rosas, até que a outra vida de Sam resolve lhe dar um alô. Jack, um aluno da escola de Grace foi dado como morto, mas ela e Sam desconfiam que ele tenha sido transformado. Ninguém consegue encontrar Jack, mas ele vive aprontando e causando pânico na cidade. Não bastasse ter que lidar com um novato descontrolado, Sam ainda tem que enfrentar o inverno que se aproxima.

 

Sam tem um histórico familiar trágico, e agora o bando é sua família. Ele é descrito como uma mistura de nerd com indie, lembrando um dos Beatles, só que mais emo. Sam é um dos personagens mais lindos que eu já tive a oportunidade de conhecer. Ele ama poesia, e escreve algumas ele mesmo. Ele compõe e toca violão. Na verdade, Sam tem uma mania de, para qualquer situação de sua vida, ficar compondo músicas e melodias em sua cabeça. E a forma como ele ama Grace é de dar calafrios =P

 

Maggie Stiefvater me conquistou muito rápido justamente pela questão artística. O livro é narrado pelos dois personagens principais, alternadamente, e em cada capítulo, ao modo do personagem, você tem uma narrativa quase poética e musical. E por mais que seja apenas mais uma história de amor melosa (na opinião racional e fria de alguns), ao ler, você se sente apaixonado e poeta e feliz e triste. Trata-se de um amor que transcende... qualquer coisa, na verdade. Além disso, o livro traz mais história além do romance de Grace e Sam. Temos Jack, o novo lobisomem, que está pondo em risco a vida de muita gente. Temos as amigas de Grace, Isabel, Rahcel e Olivia, que definitivamente vão acrescentar algo a história.

 

Então, se você gosta de livros absurdamente românticos, românticos de doer e te fazer chorar e depois te fazer querer brigar com o universo por não te dar um romance assim, Calafrio é o livro! E, se assim como eu, você adora poesia e é louca por homens que compõe músicas para suas amadas, eu diria: pare de ler esta resenha e vá comprar o livro AGORA!

 

Eis aqui o booktrailer feito pela própria Maggie (inclusive a trilha sonora linda, que pode ser baixada no site oficial dela - de graça!):

You need Adobe Flash Player to view this content.

Você pode ler os três primeiros capítulos do livro (em português) aqui.

Caso você tenha se interessado, você pode adquir o livro aqui (Submarino), aqui (Cultura) e aqui (Saraiva).

Se você gostou da resenha, ou se você já leu o livro/conhece a autora, por favor, nos ajude a divulgar o livro da Maggie aqui no Brasil. Divulgue esta resenha ou faça você mesmo uma!

¹ Sinopse retirada do site oficial da autora.

Resenha por Isadora C.

Drag�es de �ter - Ca�adores de Bruxas

Posted by San Diegirls on March 29, 2010 at 1:58 PM Comments comments (4)

Título: Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas

Autor(a): Raphael Draccon

Editora: Planeta

Nº de páginas: 420

Fantasia, ficção

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares sob a forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais (os homens), algumas delas se voltaram contra as antigas raças, e a boa magia branca deu lugar à terrível magia negra.

E assim nasceu a Era Antiga.

Essa influência e esse temor sobre a humanidade só tiveram fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reuniu o que hoje são os heróis mais conhecidos do mundo e liderou a história e violenta Caçada às Bruxas.

Hoje, Primo Branford é o Rei de Arzallum, e por quase 20 anos ele saboreia satisfeito a Paz. Entretanto, nos úlitmos anos, coisas estranhas começaram a acontecer...

Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna aos mares com um obscuro sucessor. E duas sociedades secretas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.

E mudará o mundo.

 

Sinopse retirada do livro.


4 estrelas

Eu bem que tentei escrever uma sinopse, mas não deu. Ou eu dizia coisa demais, ou não dizia as coisas essenciais. Veja bem, Dragões de Éter traz uma história muito rica. Não é fácil resumir algo assim.

 

Raphael Draccon é um cara muito esperto. Basicamente o que ele fez foi pegar os famosos contos de fadas e colocá-los no mundo que ele mesmo criou, Nova Ether. Mas claro que não é só isso, senão ele não teria 4 estrelinhas do SD. Draccon faz uma releitura desses contos de uma forma bastante criativa, prendendo a atenção do leitor desde o primeiro minuto.

 

Em uma bela manhã de domingo (ou qualquer que fosse o dia), a pequena Ariane Narin vai, a pedido de sua mãe, levar doces para a vovozinha. Ela coloca a sua capa branca e vai feliz, floresta adentro, até a casa, praticamente isolada do mundo, de sua querida avó. Chegando lá, um lobo faminto ataca sua vó, devorando-a em frente à menina. Um caçador chega em seu socorro, matando o lobo antes que este a mate. Mas a imagem da morte de sua avó já estava gravada em sua mente, e o sangue, prova da tragédia, já tinha tingido toda a sua capa, antes branca, de vermelho.

 

Se você não achou isso genial, então leia o livro para descobrir que na verdade o lobo não era simplesmente um lobo faminto qualquer, e que a própria Ariane não é uma menininha qualquer, e como isso influenciou na vida do tal Caçador. Também temos João e Maria Hanson, e temos príncipes, uma bruxa chamada Bruja (e a explicação para isso), temos piratas, e crocodilos, e um capitão que tem um gancho em uma das mãos. Temos Esqueci de mencionar algo? Ah, sim, também temos romance.

 

Draccon vai narrando a história como se ele estivesse sentado no sofá de sua sala, tomando chá com você. Sim, eu estou sendo literal. Ele conversa com a gente, nos alerta, nos repreende, e por tantas vezes ele antecipava minhas reações de forma que eu ficava com a sensação de que ele estava, de fato, comigo, contando-me a história e vendo minhas reações. Há referências a Caverna do Dragão, Final Fantasy, ao mundo do rock, entre outras coisas.

 

Para terminar, eu vou apenas dar um pequeno testemunho de como descobri esse livro: eu tenho a linda mania de entrar nas livrarias e dar uma de exploradora. Eu sinto prazer em procurar por livros, ainda que eu não saiba exatamente o que eu estou procurando – mas a graça é exatamente essa. Então eu vi a única cópia de Dragões de Éter que havia na estante e me encantei. Li o prefácio e achei a coisa mais inteligente e filosófica do mundo (exagero adolescente, me ignorem). Continuei lendo até que fui obrigada a ir embora. Pelo nome do autor, Raphael Draccon, eu achei que fosse um autor de um país europeu menosprezado, e me empolguei mais ainda. Nunca me passou pela cabeça que ele fosse... brasileiro. Cheguei em casa e googlei “Raphael Draccon”. Para meu total espanto, ele não só era brasileiro, como também era muito jovem (25 anos, na época) e formado em cinema (na época, eu queria muito fazer cinema). Voltei a livraria no fim da semana, comprei o livro e li o mais rápido que o 3º ano me permitiu. Draccon provou que a literatura nacional não se resume a Machado de Assis, Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Rubem Alves. Existe, sim, autores de fantasia no Brasil, e autores de qualidade! (Porque eu já li cada coisa que me faz pensar que seria melhor se não tivéssemos autores de fantasia nacionais.)

 

Resenha por Isadora C.


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