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A Pir?mide Vermelha

Posted by San Diegirls on January 12, 2011 at 1:01 PM Comments comments (1)

Hoje inauguramos algo aqui no San Diegirls: é o nosso primeiro guest post! Por que isso agora? Bom, por motivos de força maior, ainda não pude ler A Pirâmide Vermelha, mas conheço gente que leu... Então era hora de explorar pedir ajuda aos amigos! Confiram abaixo a resenha:




Título: A Pirâmide Vermelha

Autor(a): Rick Riordan

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 448


Desde a morte da mãe, seis anos atrás, Carter Kane viaja o mundo com o pai, o egiptólogo Dr. Julius Kane. Ele não frequenta a escola e seus pertences cabem em uma única mala. Enquanto isso, Sadie, sua irmã mais nova, é criada pelos avós em Londres. Ela tem tudo o que Carter queria: casa, amigos e uma vida “normal”. E ele, o que ela mais deseja: conviver com o pai. Depois de tanto tempo separados, os irmãos não tinham praticamente mais nada em comum.


Até que na noite de Natal, em uma visita ao British Museum, o pai faz uma estranha promessa: tudo voltará a ser como antes. Mas seu plano dá errado, e os irmãos acabam assistindo ao momento em que um personagem misterioso desaparece com o egiptólogo e provoca uma explosão magnífica.


Para salvar o pai, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada, na qual descobrem que os deuses do Egito Antigo foram despertados e algo terrível está para acontecer – e que tudo isso está relacionado com uma ligação ancestral entre os Kane e a Casa da Vida, ordem secreta que existe desde a época dos faraós.

 


 

Quem já está familiarizado com os livros de Rick Riordan (A série Percy Jackson e os Olimpianos; O Labirinto de Ossos) não vai estranhar A Pirâmide Vermelha. Pelo contrario, o livro é só mais uma prova que Rick tem muito a nos mostrar e emocionar tendo como base a Mitologia.

 

Uma das coisas interessantes do livro é a narração, ora por Carter, ora por Sadie. No começo do livro um não sabe nada sobre o outro, mas no decorrer da estória isso vai mudando, e acredite, muda mesmo.

 

Aguarde grandes sustos e surpresas, desde uma gata de estimação que se transforma em uma deusa-guardiã, a um Crocodilo de argila gigante que é ótimo como amigo, mas não como inimigo, e um macaco engraçadíssimo que adora basquete e sempre ganha de Carter.

 

Prepare-se para conhecer o Duat (um universo para almas) e, é claro, para ver que nem tudo é o que parece.

 

E também as escolhas que podem salvar o mundo ou destruí-lo... Carter deixará o Deus Hórus se apossar de seu corpo? E Sadie, deixará Ísis se apossar do seu? Vale a pena deixar de ser você mesmo para salvar a família e o mundo?

 

E não pense que chegando ao final do livro tudo acaba: uma missão será dada ao leitor, e para sua própria segurança é melhor seguir.

 


Evento de LINHAS em S?o Paulo!

Posted by San Diegirls on December 11, 2010 at 9:57 PM Comments comments (0)



Então, pessoal de São Paulo! Dia 15/12, próxima quarta, é a vez de vocês curtirem um mega evento de lançamento do livro Linhas, da editora Intrínseca! Será no espaço PIKS do shopping Iguatemi, às 19h.


Haverá desfile de modelos inspirados nas personagens do livro, e as 100 primeiras pessoas que comprarem o livro ganharão uma bolsa!


Nonie é apaixonada por moda.

Edie quer salvar o mundo.

Jenny ganhou um papel numa produção de Hollywood.

Certo dia, as três melhores amigas conhecem Crow, uma garota refugiada da guerra

civil em Uganda, que se veste com tutu e asas de fada e desenha vestidos fan-tás-

ticos – é quando têm a chance de realizar algo realmente grandioso e, com isso, tornar

todos os seus sonhos realidade.


O Mapa do Tempo

Posted by San Diegirls on December 2, 2010 at 2:32 PM Comments comments (0)



Título: O Mapa doTempo

Autor(a): Félix J.Palma

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 470

 

Londres, 1896. Autores e cientistas fazem crer que a ciência será capaz de conseguir o impossível: permitir ao homem viajar no tempo – fantasia já estimulada um ano antes com a publicação do livro A Máquina doTempo, de H. G. Wells. Diante de uma atmosfera de culto ao progresso, o público do século XIX, ávido das novidades resultantes da industrialização, anseia por transportar-se ao futuro. Mas as expectativas pelas viagens temporais não se limitam ao que está por vir: Andrew Harrington pretende retroceder oito anos, de 1896 para 1888, a fim de salvar a amada de mais um crime de Jack, o Estripador. O próprio H. G. Wells enfrenta os perigos das aventuras descritas em suas obras quando um misterioso viajante ameaça assassiná-lo e roubar-lhe a autoria de um romance.




 

Começo pedindo licença pra usar a sinopse que está na contracapa do livro – esse é um dos livros mais difíceis de definir sem soltar spoilers. Para simplificar, ele imagina o que aconteceria se, no ano de 1896, a humanidade encontrasse uma maneira de viajar no tempo. E, para discutir e exemplificar esses eventos, ele se utiliza de muitos personagens, em um livro dividido em 3 partes que, à primeira vista, não têm muito em comum – exceto o escritor H. G. Wells, que se torna um dos personagens principais e conecta a trama das 3 partes, conferindo unidade ao livro.

 

O estilo da narrativa é um dos pontos fortes do livro, com o narrador mantendo uma conversa com o leitor, como se fossem dois amigos; em alguns momentos é até cinematográfico, como em uma cena em que o narrador afirma que, para passar o tempo em uma viagem de carruagem que dois personagens estão fazendo em completo silêncio, ele nos dará todas as informações necessárias para que cheguemos ao destino sabendo de tudo que precisamos saber – você quase consegue ver a tela ficando preta e o flashback começando. De certo modo, o narrador é quase um personagem por si só. Porém, ele pode se tornar um pouco repetitivo ou muito descritivo às vezes, o que deixa o livro um pouco mais lento.

 

Sobre os personagens, o interessante é que todos são bem trabalhados. Até aqueles que aparecem pouco têm sua personalidade própria e uma história por trás de suas ações. Pode ser um pouco confuso no início, pois são muitos personagens, mas à medida em que a história vai avançando, vamos nos familiarizando com todos. Cada uma das partes do livro tem seu foco na história de um personagem diferente, com uma resolução ao fim. De certo modo, poderia afirmar que é uma trilogia em um livro só; poderiam ser três livros curtos ao invés de um livro longo.

 

No balanço final, O Mapa do Tempo fica com quatro estrelinhas sorridentes; amei o tema do livro, a narrativa, e os personagens, mas alguns momentos confusos ou desnecessários não me deixam dar as cinco estrelas.

 

 

Resenha por Ana Carla

Como Falar Dragon?s

Posted by San Diegirls on November 21, 2010 at 4:55 PM Comments comments (0)




Título: Como Falar Dragonês (Como Treinar o Seu Dragão, vol. III)

Autor(a): Cressida Cowell

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 238


 

Por mais que Soluço salve o povo viking e converse com dragões, sua condição de herói não parece ser garantida. Ainda. No terceiro volume da série Como Treinar o Seu Dragão, Soluço e Perna-de-Peixe (e seus respectivos dragões) se perdem do grupo numa aula de como abordar uma nau inimiga, e vão dar de cara com um navio de guerra romano - lembrando que os romanos são os inimigos nº 1 dos vikings. Esse desastroso encontro resulta em tragédia: Soluço descobre que os romanos planejam invadir Berk, sua terra natal, e para piorar, Banguela é capturado. Some a tudo isso alguns dragões-tubarões, seres altamente perigosos e que estão a solta, loucos para abocanhar o que quer que esteja em sua frente. Pronto, temos o terceiro livro da série: Como Falar Dragonês.


Acho que o livro foca mesmo na amizade e na lealdade. Como escritora de um público majoritariamente infantil, Cressida Cowell foca nos valores morais, e para uma criança, nada é tão importante (e tão educativo) quanto a amizade e a lealdade. Em cada uma das relações de Soluço, há algo a ser aprendido, desde de como lidar com a teimosia e o orgulho de Banguela a como aturar o medo e a lerdeza de Perna-de-Peixe. E, independente de sofrer bullying ou não, Soluço é leal não só a seus amigos, mas também a seu povo.


Temos alguns personagens novos, como Alvin, o viking traidor (que se sente traído) e careca! A herdeira das Ladras do Pântano, e mestre de fuga, Camicazi. Uma garotinha bastante valente e orgulhosa por ser mulher. Creio que ela ainda aparecerá em outros livros... ah, claro, e não podemos esquecer de Ziggerastica, um nanodragão ditador e nada humilde. E não esqueçamos dos romanos e de Sua Obesidade, o Cônsul Gordo.

 

Como sempre, Soluço se mete nas piores confusões possíveis, se salva, é capturado de novo, tem um plano mirabolante, não consegue executá-lo, recebe ajuda, executa o plano, salva o dia, e tudo acaba bem. Ou não. Como diria nosso querido Banguela, finais felizes são muito perfeitos, tudo certinho.


As ilustrações, sempre muito engraçadas, reforçam a qualidade do livro. É como falar no msn usando emoticons (se você é viciada, assim como eu, vai entender). Cressida Cowell entende como ninguém a criança que há dentro de todos nós. Porque, claro, não são só crianças que leem os livros dela, não é mesmo?



4 estrelas


 

Resenha por Isadora C.


Before I Fall

Posted by San Diegirls on September 21, 2010 at 5:45 PM Comments comments (0)



Título: Before I Fall

Autor(a): Lauren Oliver

Editora: HarperCollins

Número de páginas: 480

 

Samantha Kingston, Sam, é uma das garotas mais populares de sua escola. Ela e as três melhores amigas – Lindsay, Ally e Elody – dominam o lugar, fazendo o que querem. No começo do livro, as quatro são somente isso, meninas mimadas que não se importam com mais ninguém, que bebem e fumam o quanto querem e vão para todas as festas de que têm conhecimento. Até que Sam morre. Mas ela não morre simplesmente – ela passa a reviver o último dia de sua vida, ao estilo Feitiço do Tempo. E não pára de se perguntar por que aquilo está acontecendo com ela e o que ela pode fazer pra voltar ao normal.



 

No começo, é impossível sentir pena de Sam. Ela é egoísta e se importa mais com as aparências do que com as outras pessoas. Nenhuma delas pensa no que pode acontecer com as pessoas que elas menosprezam e usam para manter a popularidade (e, em alguns casos, as notas). Todas quatro são irresponsáveis, o que pode ter causado o acidente que matou Sam no primeiro dia, já que ela e as amigas haviam bebido mais do que seria recomendável. Inclusive Ally, que estava dirigindo.

 

Porém, à medida que o livro evolui, e começamos a ver outros lados de todos os personagens, percebemos que eles são multifacetados, e não aqueles seres bidimensionais que conhecemos no primeiro dia. Cada um tem seus motivos pra agir da maneira que age – não que isso os redima de culpa.

 

Sam, após o acidente no primeiro dia, passa pelas fases do luto devido à própria morte. Inicialmente ela tenta se convencer que não é real; eventualmente percebe que não pode continuar negando, e alterna entre depressão e revolta. Em um dos dias que revive, decide aproveitar o fato de que tudo que ela fizer será apagado no dia seguinte. Ou seja, temas comuns a várias histórias em que o tempo se repete. O diferencial aqui é a construção de personagens, o modo como no início você odeia todas elas e depois percebe que são iguais a qualquer pessoa, com suas complexidades e fraquezas.

 

Durante esse longo dia, ela vai conhecendo melhor as pessoas. Não só suas amigas, mas também as pessoas impopulares que desprezava antes. E começa a perceber as consequências das suas ações. E é por esse amadurecimento que ela se redime aos olhos do leitor.


Com uma narrativa rápida e personagens ora detestáveis, ora adoráveis, Lauren consegue manter o leitor se perguntando o que Sam fará para quebrar esse “feitiço” durante o começo do livro, e, posteriormente, se admirando com as consequências complexas de anos de popularidade.


O livro será lançado pela Intrínseca aqui no Brasil, porém ainda não tem uma data certa. Quando tiver, editarei o post para acrescentar aqui!


E duas dicas de filmes, para quem se interessou pelo tema do livro:


Invisível, pela temática morri-mas-ainda-estou-aqui (e é citado em um ponto do livro - apesar de o nome do filme não ser mencionado)


Feitiço do Tempo. Esse acho que todo mundo já assistiu alguma vez na vida, mas vale relembrar: um repórter fica preso numa cidade pequena, e começa a viver o mesmo dia repetidas vezes, até consertar o que fazia de errado.


E pra esperar a tradução, livros já lançados aqui no Brasil que têm um tema parecido:


Os 13 porquês


Se Eu Ficar


 

 

Resenha por Ana Carla


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